O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) encaminhou à Justiça o inquérito que denuncia a empresa Dielat, central no esquema de adulteração revelado pela operação Leite Compensado. Foram apontados 22 crimes, incluindo fraudes e sonegação fiscal, além de acusações contra outros 15 envolvidos. O caso será julgado pela 2ª Vara Estadual de Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro.
Entre as práticas identificadas, a Dielat utilizava soda cáustica, água oxigenada e até ração animal no leite e seus derivados. Documentos adulterados e a omissão de cerca de 400 toneladas de produtos na Receita Federal também integram as acusações. O promotor Mauro Rockenbach revelou que a empresa foi adquirida com o propósito de implementar essas fraudes.
Impactos e Medidas Legais
O promotor Alcindo Bastos informou que será movida uma ação civil para indenizar os consumidores, a cadeia produtiva do leite e o Estado do Rio Grande do Sul. A fraude causou sérios danos econômicos e de confiança no setor. Desde 2013, ações semelhantes geraram indenizações de até R$ 40 milhões.
Atualmente, as operações da Dielat estão suspensas. Márcio Todero, do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, destacou que o processo de cassação do registro da empresa ainda será analisado, exigindo espaço para a defesa legal.
Repercussão e Alerta
O caso chocou o público por ser isolado, contrastando com os escândalos mais amplos registrados em 2013. Autoridades reforçam a importância da vigilância contínua, tanto por parte dos consumidores quanto das empresas idôneas do setor, para prevenir práticas fraudulentas e proteger a credibilidade do mercado.
As investigações continuarão, com análise de materiais apreendidos, incluindo celulares, para identificar outros possíveis envolvidos.











