A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD/Dercap), deflagrou nesta quarta-feira (18) a Operação O Infiltrado, com foco em combater lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e organização criminosa.

🕵️‍♂️ Ação e prisões

  • Aproximadamente 200 policiais civis cumpriram 47 mandados de busca e apreensão em diversas cidades da Grande Porto Alegre e interior do estado: Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Rio Pardo, São Leopoldo e Viamão.

  • Até o momento, uma pessoa foi presa e diversos celulares foram apreendidos.

  • A investigação aponta movimentações suspeitas que ultrapassam R$ 7 milhões, com cerca de R$ 2 milhões movimentados indevidamente pelo principal suspeito.

👤 O “infiltrado”

  • O centro da operação é um ex-estagiário do Poder Judiciário, já afastado e anteriormente investigado.

  • Ele teria acessado e repassado informações sigilosas do sistema judicial a uma organização criminosa.

  • Além de servir como “infiltrado” na gestão do judiciário, atuava na ocultação e dissimulação de recursos ilícitos, facilitando a lavagem de dinheiro obtido com tráfico de drogas e extorsões.

🔍 Objetivos da investigação

  • Segundo o delegado Guilherme Calderipe, da DRLD/Dercap, o acesso privilegiado permitia que a facção usasse táticas de proteção patrimonial e financeira mesmo quando encarcerados.

  • A operação busca comprometer o uso indevido da estrutura do Estado para fins criminosos e recuperar bens e valores desviados.

⚠️ Repercussão e próximos passos

  • A Decrap/Dercap reforça o compromisso com o enfrentamento à contaminação institucional, apontando a profundidade do envolvimento de servidores públicos com o crime organizado.

  • A operação segue ativa, com novas diligências e possíveis prisões, enquanto autoridades analisam o material apreendido, como celulares e documentos bancários.


🔒 Contexto e Relevância
Este é mais um exemplo de casos em que a criminalidade infiltra agentes dentro do próprio Estado — golpeando órgãos que deveriam proteger a lei. O uso de estagiários ou servidores como facilitadores de crimes é um alerta para os riscos à integridade institucional. A transparência e controle interno em órgãos públicos tornam-se ainda mais urgentes para evitar que situações como essa se repitam.

📌 Linha do Tempo da Operação

DataEvento
2022–2023Movimentação suspeita de ~R$ 2 milhões pelo ex-estagiário
18/06/2025Deflagração dos 47 mandados e primeira prisão
Próximos diasAnálise de celulares, exames bancários e buscas por outros envolvidos

Caso você tenha informações que possam auxiliar a investigação, a Polícia Civil do RS reforça a importância de denúncias anônimas para desarticular redes criminosas que exploram falhas institucionais.