Em meio às dificuldades enfrentadas pelo agronegócio gaúcho devido a sucessivas estiagens e, mais recentemente, às enchentes que devastaram o estado, o Banrisul anunciou nesta quinta-feira (19) a suspensão da negativação e dos protestos de crédito rural de todos os produtores com operações ativas no banco.
A medida terá validade de 90 dias, contados a partir da próxima terça-feira (24), para permitir o tempo necessário para a retirada dos nomes dos produtores dos cadastros de inadimplência.
O anúncio foi feito pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), em publicação nas redes sociais. Segundo ele, a expectativa é que, durante este prazo, o governo federal também anuncie novos pacotes de apoio aos agropecuaristas afetados pelas crises climáticas.
“Esperamos que, neste prazo, novas medidas sejam anunciadas pela União em favor dos produtores rurais gaúchos, que tiveram perdas recorrentes nas sucessivas estiagens e enchentes dos últimos anos”, afirmou o governador.
Apoio ao setor
O presidente do Banrisul, Fernando Lemos, destacou que o objetivo da decisão é dar um fôlego financeiro ao setor agropecuário, fundamental para a economia do estado.
“Essa iniciativa busca auxiliar e preservar esse importante setor econômico do Rio Grande do Sul”, declarou Lemos.
Contexto de crise no campo
A suspensão da negativação acontece em meio a um cenário desafiador para os produtores rurais gaúchos. As enchentes de maio de 2025 afetaram milhares de propriedades rurais, destruíram plantações, inviabilizaram colheitas e deixaram estradas intransitáveis, dificultando o escoamento da produção.
Além disso, o setor já vinha sendo impactado por perdas acumuladas devido às estiagens severas dos últimos anos, o que agravou ainda mais a situação financeira de pequenos, médios e grandes produtores.
Outras medidas aguardadas
Entidades representativas do agronegócio no estado, como a Farsul (Federação da Agricultura do Estado do RS) e a Famurs (Federação das Associações de Municípios do RS), cobram também suspensão de cobranças de dívidas federais, renegociação de financiamentos e linhas emergenciais de crédito subsidiado.
O governo federal, por meio do Ministério da Agricultura e da Fazenda, estuda a ampliação de programas como o Pronaf, o Pronamp e outras linhas de crédito rural emergenciais.











