É chover no molhado dizer que Lula III é o pior fracasso de um governo no Brasil após a redemocratização. Não adianta nos empurrarem discursos e ideologia, a era das narrativas acabou. O povo brasileiro cansou, e por isso Lula não consegue reunir povo na rua e tem de pagar militância com montanhas de dinheiro público nas redes sociais. Prova da derrocada do PT, e isso quando nosso país estava em situação “menos pior”, são as Eleições 2024: PT e PSol foram defenestrados.
Para além disso, basta consultar índices econômicos, como o rombo recorde de quase 80% do PIB, o fato de os brasileiros pagarem os maiores impostos do mundo, como pessoas físicas e empresas. Sob a pasta de Marina Silva, desastres ambientais da Amazônia e do Cerrado, e sob a batuta de Lula, as guerras geopolíticas fundadas em apoio a ditaduras sangrentas e até a terroristas do Irã. Mas mais grave é a fustigante censura estatal, junto aos escândalos intermináveis e impunes de corrupção. Estes são a “cereja do bolo” que desanda.
A boa notícia é que uma nova frente popular, popular e não populista, surge às nossas vistas: eles se nomeiam de Direita, mas nem sempre exigem rótulos, e são, sobretudo, anti-PT e anti-Esquerda.
Estas massas estão nas ruas, nas redes sociais, de verde e amarelo ou de qualquer cor exceto a da militância vermelha ligada ao socialismo e ao comunismo. Muitas destas pessoas de verde e amarelo já foram perseguidas, caladas, difamadas e vítimas de atos ilegais e antidemocráticos. São um povo cada vez mais heterogêneo que busca justiça, voz e liberdade, conforme estabelece a Constituição Federal do Brasil. Ninguém está acima da Lei – essa é uma Lei Seca, não passível de interpretações.
Brasil de Lula está com o “filme queimado” no mundo, apesar das narrativas
O mundo democrático, que vai muito além dos Estados Unidos e de Trump, não tem visto o Brasil como um regime verdadeiramente livre.
Isto pode ser percebido em noticiários e conteúdos de diferentes mídias, inclusive com vasta condenação ao Judiciário comandado por Barroso e Moraes, o mais caro do mundo. O longa The Fake Judge, um tipo de delação sobre Moraes, produção portuguesa filmada em dez países, roda o mundo e lota salas de cinema. Mas é apenas uma pequena faceta de um movimento.
Além disso, gente que foi condenada sem provas ou sem o devido processo legal, inclusive no fatídico dia 8, ganham voz: além de jornalistas, muitos dos quais exilados políticos, temos parlamentares que perderam a imunidade parlamentar por parlar, ou falar, que é o que devem fazer como representantes eleitos do povo. Muitos deles, praticamente todos oposição a Lula III, estão na mira da suspensão ou da cassação.
Ainda, vêm à tona cada vez mais os casos solo, como entre os prisioneiros por depredação pública sem armas militares no Alvorada: idosos, doentes crônicos e graves, a morte de Clezão e de outros refens poloticos. São foragidos como Aline Guimarães, que perdeu tudo e teve de se exilar na Argentina, e depois nos Estados Unidos, mesmo inocentada pela própria Polícia Federal, sem sequer ter adentrado os prédios depredados. Ordem direta do Judiciário.
Enquanto isso, o discurso de “soberania nacional” não cola, nem no Brasil nem no exterior. Embora queiram nos fazer pensar que ideologia ainda é suficiente, e que se pode jogar para debaixo do tapete o que for conveniente.
O Brasil de Lula estabeleceu vários contratos comerciais com a China e impôs sigilo a esses documentos, além do sigilo em 600 bilhões de reais em contratos com municípios que abarcam ONGs. “Doou” boa parte da Amazônia a Xi Jinping, Rússia e França, inclusive com resíduos de urânio, importou a censura chinesa, que ministros do Supremo alegaram admirar. E os depoimentos de Eduardo Tagliaferro, ex-assistente de Moraes, e Mike Benz, ex-colaborador do governo Biden, nos deixam de cabelos em pé — para quem ainda os têm.
O amor se torna ódio: narrativas prontas não refletem a realidade do governo Lula III
Proliferam-se os discursos de ódio e intolerância por parte da Esquerda no Brasil, em defesa de Lula e seus aliados, nas redes sociais e em diversos meios de comunicação. Censura, agressões, ideologia tantas vezes alienada. Sobrou a combalida ideologia do PT e da Esquerda “raiz”: libertária, “pendor da democracia”, mas censuradora e financiadora de ditaduras e de golpistas como Maduro, vorazes para suplantar a realidade paupérrima, infeliz e sem liberdade do povo brasileiro e impor narrativas.
Assim, eles agora apregoam o combate à pedofilia, como no caso Felca, mas PT e PSol votaram massivamente contra a CPMI de exploração infantil denunciada em Marajó, e o governo Lula III ainda não implementou o projeto aprovado de cadastro público de pedófilos, mesmo após soltos. “Veja bem”, eles dizem, “não é tão simples”.
Eles que estão afogados em casos comprovados e suspeitos de corrupção, e querem se adonar da verdade e de um povo que vem sendo abandonado pelo governo. Nada de novo: foi assim com Lenin, Stálin, Fidel, Chávez, Maduro e todos os socialistas bilionários autocráticos que ruíram suas nações e as fizeram parar no tempo, distanciando-se do povo que prometiam representar. As pessoas precisam estudar mais a História.
Identitarismo escravizante: LGBTs, afrodescendentes, mulheres, classes baixas, classes artística e intelectual
Eles querem “penhorar” para si as minorias sociais: LGBTs, afrodescendentes, mulheres, classes baixas (cada vez mais pobres), classes artística e intelectual. Muitos dos artistas, intelectuais e políticos do Brasil já foram anistiados, mesmo tendo assaltado bancos em nome de la revolución: Dilma Rousseff, que se enquadra nesse caso, até ganhou indenização e o cargo de presidenta do “puxadinho das ditaduras”, vulgo BRICS, que o Brasil integra.
Falando em Dilma: a Esquerda e o PT parecem estar “estocando vento”. Lançam discursos vagos e chavões repetitivos, acusam outros do que fazem, mostram agressividade e incoerência. Exatamente por isso, o povo que enche as ruas não é vermelho — apesar de, curiosamente, aparecer bem representado em algumas “pesquisas”.
O que não os agrada pode ser simplesmente designado como “desinformação” ou “Fake News”. Peraí, estão sufocando opiniões e visões de mundo em uma democracia? Onde a voz soberana é a do povo e dos diretamente eleitos pelo povo? E presos políticos, e não-anistiados, em uma democracia? Que loucura!
É o que o megafone não-militante anuncia nos noticiários mundo afora: Lula foi levado ao poder por um golpe do Supremo, dizem. Foi descondenado e vive em luxos e viagens com Janja, através de acordos com togados e da omissão do Congresso Nacional, e ainda tentam burlar investigações de corrupção como o caso INSS. Suspeito, muito suspeito. Nenhum parlamentar do PT votou a favor da CPMI do INSS.
Todo mundo está falando!
Não são apenas estadunidenses ou “baba-ovo dos EUA” ou bolsonaristas, como, mais uma vez, eles insistem em rotular. O Brasil está com o sinal amarelo, não mais verde, rumo a uma autocracia ditatorial. Mas ainda temos o verde e amarelo, e é hora de carimbá-lo no coração. No caráter. Na voz.
A nova Direita ou Não-Esquerda: um povo que prega de fato democracia, igualdade e fraternidade
É inegável o poder da nova Direita ou Não-Esquerda: um povo que almeja e protesta por democracia, liberdade, pelo que determina nossa Constituição Federal. Refutam narrativas inócuas e perseguições ideológicas e chegam, sim, a se desprender de rótulos. Embora sejam tão tachados, de forma negativa, pela fábrica de identitarismo esquerdista.
Ah, como seria bom se ao menos a Esquerda vivesse o que diz ser! Amor, liberdade, democracia. O governo do povo. E menos apelação a identitarismo e falácias, e menos “torração” do dinheiro público em propaganda estatal, e mais ações populares e não populistas. Mais coragem. Menos hipocrisia.
O fato é: quem tem povo na rua é quem realmente tem o povo ao seu lado. E, mesmo não pagando uma volumosa militância com dinheiro do povo, os verdes e amarelos concentram o protagonismo em engajamento nas redes sociais. A despeito da “caça” de que muitos foram ou são alvos.
É a nova frente popular do Brasil, que tem consciência de que o vermelho não está na bandeira verde, amarela e azul, e nem mesmo na camisa da Seleção Brasileira. O atual mandatário da CBF, Samir Xaud, revelou que teve de mandar parar a fabricação daquelas réplicas da bandeira da China, em vermelho e amarelo: não eram Fake News, só que a maioria do povo, que não é vermelha, rejeitou a ideia com veemência.
Esta é a maioria exposta do povo brasileiro, indo às ruas e brigando com o “sistema” por democracia: voz soberana, voto auditável e impresso e liberdade de expressão política, ideológica e artística, como claramente ordena a Constituição Federal do Brasil, uma das mais belas e libertárias do mundo. No entanto, este documento não tem refletido a realidade da população da terra onde um dia cantou o sabiá, que fugiu por não poder cantar. Nem mesmo coincide com o cerco a muitos dos políticos, jornalistas e influencers, amordaçados, desprezados e atacados sem dó.
Há sim os radicais, de ambos os lados, os inexoráveis, sempre houve. Mas prevalece e segue florescendo uma massa disposta a renovar o Brasil, a falar e a erguer a bandeira do Brasil — pela democracia e por um governo que represente os interesses do povo e não o escravize. Sem conchavos, sem “caça às bruxas”, sem medidas econômicas absurdas e irresponsáveis para sustentar a maior máquina política de que se tem notícia.
Falam em nome do povo, mas não são a maioria do povo. E isso o que se pode perceber, como já mencionamos, nas ruas e nas redes sociais. Então eles culpam Trump, propalam “soberania nacional”, combate a “desinformação” e “Fake News”, e “defesa à democracia”. Entre outras coisas das quais muitos de nós já estamos cansados, dada a falta de significado delas. Este vácuo ideológico anda de mãos dadas com hostilidade e ameaças, psicológicas, morais e até físicas.
O Brasil está enferrujado e precisamos de “óleo” novo para consertá-lo: a nova frente popular verde e amarela
O Brasil está enferrujado, mais do que sempre esteve. O ultrapassado sistema de gestão pública patrimonialista nos enterra cada vez mais econômica, ambiental, social, democrática e principalmente moralmente. E as ideologias, quem se contenta com elas?
Qual é hoje a moral do Brasil no mundo democrático? Qual é a realidade observável dos chavões, das narrativas de marketing, do “governo do amor”? E quem detém a verdade? O governo Lula III pretende mesmo ser a voz ativa do que é aceitável ou não em uma democracia?
Seja parte da mudança: não acredite em meras ideologias
Venha, seja quem você for.
Junte-se ao povo libertário das cores da bandeira do Brasil, que cada vez mais acolhe e se expande. E que não se preocupa em dividir a sociedade para enfraquecê-la, como fizeram os esquerdistas Gramsci, Lenin e Stálin, e como costumam fazer os socialistas e comunistas na História. “O povo unido jamais será vencido”, disse uma democracia de verdade, e não de propaganda ideológica e censura.
É precisamente esta união do povo, desde 2017, que os têm deixado inquietos, descompensados, enrijecidos na sede de poder autocrático. Eles que não vivem o que pregam, e que condenam e perseguem seus opositores, e para isso os fins justificam os meios.
Não se pode resumir esta gigantesca frente popular em conservadorismo ou Extrema-Direita, embora muitos sejam. O importante é ter tolerância com quem pensa diferente. São muitos, estão em todos os lugares, são os verdadeiros “woke” — os que despertaram ou estão despertando. Querem o mesmo “pão, paz e terra” da máxima de Lenin dada ao povo russo (que, em sua maioria, nunca aprovou o leninismo e o stalinismo de verdade, eram o campesinato analfabeto e miserável a serviço da intelectualidade autoritária que desejava sua força de produção). Hoje, essa distopia não praticada de Lenin pode ser traduzida em poder de compra, distância de regimes sanguinários e censuradores, e meritocracia para poder plantar e colher sua própria terra, votar e eleger, falar e ser ouvido. Não é eliminar o governo disso, mas fazê-lo servir o povo que o escolhe e o paga.
Capitalismo é liberdade: basta olhar para o passado e o presente
Muitos juram que não, mas democracia tem e sempre teve tudo a ver com capitalismo. Este regime político, como todo regime político e todos nós, é imperfeito, mas tudo bem: são instituições “humanas, demasiado humanas”. No entanto, o capitalismo neoliberal democrático tem permitido ao povo alcançar qualidade de vida, soberania e protagonismo. É a voz histórica da liberdade de fato e não de mera ideologia, é literalmente “o governo do povo” no original grego.
A historicidade, meus amigos, não nos engana quando desarraigada de seus mitos. Ela nos entrega realidades em uma bandeja de aço inoxidável, inviolável e reluzente, assim como tem arrancado escudos frágeis. Ideologicamente fraquíssimos, os discursos daqueles que estão com ditaduras de elites riquíssimas, supostamente em nome do povo, mas na verdade em nome de si mesmos e de projetos de poder. Um sofisma. Um atraso. Uma mentira.
Mais uma vez, vamos estudar mais História que ideologia, mais fatos que narrativas, mais ação que acusação. O Brasil precisa renascer porque o passado e o presente lulistas já não nos servem e muito menos nos libertam. Liberdade não tem nada a ver com censura e alianças com ditaduras. Até uma criança saberia disso. E usar a democracia para justificá-las, essa é uma estratégia de adultos sagazes.












