Pesquisadores da Emater/RS-Ascar e da Embrapa Trigo estão realizando um levantamento detalhado da qualidade química do solo no Rio Grande do Sul. Até o momento, 325 pontos já foram analisados, com coletas realizadas em profundidades de 0 a 10 cm, 10 a 20 cm e 20 a 30 cm. O objetivo é traçar uma radiografia que ajude a orientar a recuperação da capacidade produtiva da agropecuária gaúcha.
Indicadores e primeiros resultados
Foram analisados teores de fósforo, potássio, cálcio, magnésio e níveis de acidez do solo.
Entre os problemas detectados até agora estão:
Excesso de alumínio, que pode prejudicar o crescimento das raízes;
Baixos teores de fósforo e potássio nas camadas abaixo de 10 cm;
Possível compactação do solo, dificultando a infiltração de água e a distribuição homogênea de nutrientes.
Segundo o engenheiro-agrônomo Marcelo Klein, essas limitações químicas e físicas podem resultar em queda na produtividade de grãos e forragens, além de aumentar a vulnerabilidade a estiagens ou excesso hídrico.
Próximos passos
A meta é alcançar 2 mil amostras até o final de 2025, permitindo diagnósticos regionais precisos.
Com os dados, será possível definir estratégias de intervenção adaptadas a cada realidade agrícola, que vão desde ajustes no manejo de fertilizantes até o uso de implementos para incorporação de corretivos e nutrientes.
O pesquisador André Amaral, da Embrapa Trigo, destaca que as medidas não necessariamente exigem grandes investimentos financeiros, mas podem resultar em melhor aproveitamento do solo e aumento da produtividade.







