A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul negou, pela segunda vez, o pedido de cassação do prefeito Fábio Schakofski (PSD) e do vice Elson Secconi (PP), eleitos em 2024 no município de Alegria, de 3,2 mil habitantes. A decisão atende a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pelo União Brasil, partido adversário, que alegava suposta compra de votos.
A acusação tinha como base vídeos em que o candidato a vereador Cláudio Vargas (PP) ofereceria dinheiro a eleitores para que votassem na chapa vencedora. No entanto, durante a investigação, o próprio candidato afirmou que as gravações foram encenadas após a eleição, a pedido de políticos rivais, com o intuito de anular o pleito.
A juíza eleitoral Vanessa Teruya Bini Mendes concluiu que as imagens e depoimentos apresentados pelo partido autor eram suspeitos e não comprovaram irregularidades. Além disso, determinou que o União Brasil foi condenado por litigância de má-fé, aplicando multa de 10 salários mínimos por usar o processo para objetivos ilegais.
A defesa de Schakofski e Secconi destacou que a decisão reforça que os vídeos eram fraudulentos, enquanto o União Brasil afirmou que pretende recorrer, inclusive ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
O caso segue com investigações da Polícia Federal sobre a suposta compra de votos, embora esta segunda ação já tenha sido arquivada.











