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sábado, junho 15, 2024
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Chuvas e deslizamentos afetam turismo em Gramado, RS, enquanto empresários lutam por apoio

Cidade icônica da Serra Gaúcha enfrenta esvaziamento e desafios logísticos devido às chuvas intensas, enquanto proprietários de estabelecimentos buscam soluções para manter empregos e negócios.

O inverno em Gramado, uma das cidades turísticas mais populares do Rio Grande do Sul, pode não vivenciar o usual fluxo de visitantes nesta época do ano devido às chuvas que têm afetado o estado e esvaziado este e outros destinos turísticos gaúchos.

Josiano Schmitt, proprietário de três restaurantes na cidade, descreve o cenário atual como semelhante à pandemia de Covid-19, embora com consequências menos graves em termos de saúde. Ele destaca o desafio de lidar com a sensação de vazio que a cidade enfrenta.

A situação de Schmitt e de Gramado reflete a realidade de muitos empresários e cidades no estado. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 94% desses estabelecimentos registram queda no faturamento, com metade enfrentando problemas de abastecimento de água e um terço lidando com falta de energia.

Embora Gramado não tenha sido afetada por enchentes ou alagamentos devido à sua localização na Serra Gaúcha, as chuvas intensas resultaram em deslizamentos de encostas, causando mortes e deixando pessoas desabrigadas.

A logística é um dos principais desafios para a recuperação da atividade em Gramado e em outras cidades do estado. Estradas danificadas e o fechamento do Aeroporto Salgado Filho têm impactado significativamente o turismo. A malha emergencial de voos criada pelo governo para lidar com as chuvas consegue movimentar um volume equivalente de viagens em apenas uma semana.

A incerteza em relação ao retorno das operações no Aeroporto Salgado Filho preocupa os empresários do setor turístico. Além disso, há receios de que as imagens da catástrofe afastem os viajantes dos destinos gaúchos por um período mais prolongado.

Os restaurantes de Josiano Schmitt estão operando em regime de revezamento, com metade dos funcionários de férias enquanto os demais trabalham. Este foi o acordo estabelecido com o sindicato laboral da região para preservar os empregos.

Os empresários do setor turístico clamam por flexibilização nas condições de trabalho e pedem uma nova “Lei do Bem” para garantir a manutenção dos empregos. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, tem apoiado essa demanda, enquanto o governo federal discute a questão e ofereceu até o momento R$ 200 milhões em ajuda, embora Leite tenha solicitado R$ 1 bilhão do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) para socorrer o setor no estado.

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