As dificuldades enfrentadas por quem está na fila por um transplante de órgão e pelos pacientes que precisam de procedimento cardiológico de alta complexidade no Rio Grande do Sul foram abordados em reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (3).
O encontro contou com a participação da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann. Ela defendeu a necessidade de uma mobilização nacional para enfrentar os problemas constatados nos hospitais para aquisição de materiais específicos para esse tipo de operação.
Também estava presente o titular da pasta municipal da Saúde de Porto Alegre, Mauro Esparta. Ele mencionou que há falta de órteses, próteses, marca-passos e outros materiais especiais na rede hospitalar, déficit que inviabiliza cirurgias de coração. Só na capital gaúcha, 72 pacientes internados aguardavam nesta quarta-feira por procedimentos desse tipo.
“Os valores da nova tabela do Ministério da Saúde estão muito aquém do que os hospitais estão pagando no mercado por esses produtos”, frisou Esparta. Como forma de enfrentar o problema, ele sugeriu o repasse de complemento financeiro pelo governo do Estado, como já é feito no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
Arita Bergmann argumentou, porém, que o Tesouro do Estado não tem margem para complementar qualquer tabela. “Não temos como assumir o custeio da alta complexidade, que é de responsabilidade da União”, ressalvou.
Ela também citou que, em outro momento, o Ministério abriu crédito especial para que os hospitais continuassem realizando os procedimentos. E que essa estratégia poderia ser retomada agora.
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