A decisão havia sido tomada em reunião no início da semana entre as autoridades e os desportistas.
Na tarde de quinta-feira, no plenário da câmara de vereadores do município, foram discutidas as regras do protocolo adotado, para evitar a contaminação pelo Corona Vírus.
“Nós já vínhamos conversando e pedindo para voltar os jogos há algum tempo. O esporte diminui o estresse e melhora a condição física das pessoas”, disse o desportista do distrito de Ivagaci, Rafael Thomas.
A flexibilização se dá nove dias após o último registro de infecção por corona vírus no município.
Com 77 casos confirmados, Boa Vista do Buricá não tem nenhum caso ativo ou registro de óbitos.
“Tivemos todo o cuidado para obter esse resultado e hoje não temos nenhum caso ativo de Covid-19 no município. Nenhum profissional de saúde foi infectado pelo vírus e é preciso tomar todo o cuidado para que o vírus não volte”, salientou a secretária municipal de saúde Tarcila Veit.
“Distribuímos álcool em gel e máscaras para as equipes esportivas e as competições não poderão reunir mais que 30 pessoas em ambientes fechados, e 50 pessoas em ambientes abertos. Deverão ser mantidos dois metros de distância entre as pessoas que forem ver as partidas”, destacou o diretor de esportes de Boa Vista do Buricá, Tiago Feltens.
As medidas propostas foram bem recebidas pela comunidade desportista representada na reunião.
Outra medida considerada uma das mais importantes, trata da participação de atletas de outras cidades, que está vetada, assim como as equipes locais não poderão participar de competições ou partidas fora do município.
O prefeito de Boa Vista do Buricá e presidente da Associação de Municípios da Fronteira Noroeste, Amufron, que congrega 20 prefeituras, Vilmar Sidney Horbach, salientou que cada município pode retomar as atividades esportivas, respaldadas por um decreto do governo e a chancela da entidade. Porém as medidas adotadas poderão ser mais rigorosas nas cidades onde há casos ativos de Covid-19.
“Em Boa Vista do Buricá não temos casos ativos da doença, mas tem cidades na região em que os registros estão crescentes. Talvez lá, as regras a serem adotadas possam ser mais rígidas”, destacou Vilmar Horbach.






