Nesta segunda-feira (11), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul comunicou oficialmente a decisão de encerrar as buscas ao condutor de um automóvel que caiu em arroio no interior do município de Candiota (Região Sudeste do Estado). A vítima é Ailton José Müller, 30 anos, desaparecido no local desde a madrugada de quarta-feira da semana passada, 29 de junho.

De acordo com informações do órgão estadual, a procura foi suspensa devido à falta de pistas. E não foi por falta de empenho ou recursos: as tentativas de localização – que duraram quase duas semanas ininterruptas, motivaram a montagem de uma força-tarefa em parceria com o Corpo de Bombeiros e o uso de mergulhadores, bem como escavadeiras para retirar pedras e vegetação em possíveis pontos de retenção do corpo.

A equipe responsável pelos trabalhos de resgate já comunicou aos familiares do desaparecido que são remotas as chances de sobrevivência de Ailton. Também compartilharam a informação de que o cadáver pode ter sido levado de arrasto pela água a algum ponto a muitos quilômetros da ponte do arroio e que, por esse motivo, uma eventual retomada das buscas agora depende do surgimento de novos indícios.

Apuração

O incidente, no entanto, prossegue sob investigação da Polícia Civil. Testemunhas e ao menos uma imagem registrada em celular por uma delas sugere que o condutor fazia na ocasião uma tentativa de passar com seu veículo, um Chevrolet Celta branco, sobre uma espécie de estrutura de concreto conhecida como Ponte da Coreia, localizada sobre o arroio em meio a estrada secundária que liga Candiota a Pinheiro Machado.

Não está descartada a hipótese de que a forte movimentação de água sobre a travessia pode ter contribuído para que Ailton fosse arrastado pela correnteza ao tentar deixar nadando o local. Seu amigo Roger Dutra, 31 anos e que ocupava o banco do carona, conseguiu subir no teto do carro, sendo resgatado horas depois, com sintomas de hipotermia, pelo condutor de um ônibus escolar.

Ambos moradores de Pinheiro Machado, Ailton e Roger voltavam juntos de uma casa noturna em Candiota e optaram por não trafegar pela rodovia federal BR-293, já que a estrada vicinal permite um atalho de 20 quilômetros. O que havia começado como festa acabou em tragédia.

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