O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira (25) que liberará mais US$ 2 bilhões (R$ 11 bilhões) à Argentina, após concluir a primeira revisão técnica do programa econômico firmado com o governo de Javier Milei.
O desembolso faz parte de um acordo total de US$ 20 bilhões (R$ 110 bilhões) acertado em abril por meio do Serviço Ampliado do Fundo (SAF). Até o momento, o país vizinho já recebeu US$ 12 bilhões (R$ 66 bilhões) do montante.
O aval final para essa nova liberação será dado pelo conselho executivo do FMI, que se reúne no fim de julho.
📉 Ajustes duros, elogios internacionais
O FMI elogiou a condução da política econômica argentina, destacando a queda significativa da inflação (de 211% em 2023 para 118% em 2024), o superávit fiscal inédito desde 2010 e o controle no mercado cambial.
O presidente Milei, que implementou cortes drásticos de gastos públicos, fechamento de ministérios, demissão de 50 mil servidores e congelamento de obras públicas, foi apontado como responsável pela “âncora fiscal firme” e pela “postura monetária rígida” que sustentaram o acordo.
Além disso, a organização elogiou a transição para um câmbio mais flexível, que permitiu maior previsibilidade para o dólar, e destacou que a Argentina já conseguiu retornar ao mercado internacional de capitais — um feito que surpreendeu até os analistas do fundo.
📈 Pobreza e economia: sinais mistos
Apesar do ajuste severo, o FMI afirma que a pobreza “segue diminuindo”, a inflação desacelera e a economia continua em expansão. Ainda assim, organizações sociais dentro da Argentina alertam para crescimento do desemprego e queda no poder de compra da população, especialmente entre os mais pobres.







