O empate em 1 a 1 com o Mirassol, no último domingo (18), no Beira-Rio, escancarou uma repetida fragilidade do Internacional em 2025: a dificuldade de iniciar jogos de forma sólida. Em 11 das 27 partidas do ano, o Colorado saiu atrás no placar — número que preocupa a comissão técnica e exaure fisicamente o elenco.

No duelo contra o Mirassol, o adversário abriu o marcador aos oito minutos da etapa inicial, e o empate só veio aos 32 do segundo tempo, com um golaço de Ricardo Mathias. A sina, no entanto, não é novidade. Desde o Campeonato Gaúcho, o time de Roger Machado tem tido que correr atrás de resultados.

“Você faz muita força para depois recuperar. Os jogadores saem exaustos. Fazer dois gols no futebol é muito difícil. Quando se toma um logo no início, isso modifica e atrapalha toda a estratégia”, desabafou o técnico após o jogo.

Repetição desde o Gauchão

O padrão começou no Gauchão, em jogos como o Gre-Nal 444 (gol do Grêmio aos 24 do 2º tempo) e o duelo contra o Caxias nas semifinais (gol sofrido aos 40 da etapa inicial). Ainda assim, o Inter reagiu e venceu por 3 a 1.

Brasileirão e Libertadores também entram na conta

No Campeonato Brasileiro, o Internacional saiu atrás em duelos contra Palmeiras, Grêmio, Juventude, Corinthians e Botafogo — este último com derrota por 4 a 0, sem reação.

Na Libertadores, a equipe sofreu gols primeiro em todos os jogos da fase de grupos até agora: contra Bahia, Nacional-URU (chegou a estar perdendo por 3 a 0) e Atlético Nacional.

Mesmo com respostas pontuais, como viradas e empates heroicos, a frequência com que o time sai atrás reforça uma vulnerabilidade preocupante — e que pode custar caro em momentos decisivos da temporada.