Um homem de 39 anos, suspeito de ser o líder de um esquema milionário de fraudes no ramo imobiliário, foi preso em uma operação conjunta da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e da Polícia Civil de Itapema (SC). A prisão ocorreu nesta sexta-feira (11) e representa um passo importante nas investigações que apontam prejuízos superiores a R$ 20 milhões, com mais de 119 vítimas já identificadas.
Segundo informações da Polícia Civil, o investigado articulava um sofisticado esquema de venda de imóveis inexistentes ou de unidades que pertenciam a terceiros sem autorização para comercialização. O suspeito utilizava empresas e documentos falsificados para dar aparência de legalidade às negociações, atraindo clientes com promessas de preços abaixo do mercado e condições facilitadas.
Modus operandi
De acordo com o delegado responsável pelas investigações no Rio Grande do Sul, o suspeito chegava a usar nomes de construtoras conhecidas ou de empreendimentos reais para dar credibilidade aos negócios. As vítimas, muitas delas em busca da casa própria ou de imóveis para investimento, só percebiam o golpe quando descobriam que os contratos não tinham validade ou quando encontravam outras pessoas que haviam comprado o mesmo imóvel.
“É uma fraude extremamente bem estruturada, com documentos aparentemente legítimos e profissionais envolvidos na captação de clientes. Há indícios de que o grupo tenha atuado em pelo menos três estados”, explicou o delegado.
Prisão e apreensões
A operação contou com agentes da Polícia Civil gaúcha e apoio da equipe de Itapema, município do litoral catarinense onde o suspeito foi localizado. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos computadores, celulares, contratos e documentos que podem comprovar o envolvimento do investigado no esquema.
Além da prisão preventiva, o suspeito responderá pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar eventuais outros integrantes da quadrilha e rastrear valores desviados.
Impacto financeiro
Os prejuízos estimados superam R$ 20 milhões, mas a Polícia Civil não descarta que o valor possa ser ainda maior à medida que novas vítimas se apresentem. O golpe, segundo as autoridades, teria começado a ser praticado há pelo menos quatro anos.
A Polícia Civil orienta pessoas que tenham feito negócios imobiliários recentes com empresas ou corretores desconhecidos, especialmente em nome do investigado, que procurem a delegacia mais próxima para obter informações ou registrar ocorrência.







