A Justiça decidiu que a mulher de 22 anos que arremessou a filha de nove meses de um prédio em Santo Ângelo, no Noroeste do Rio Grande do Sul, no último domingo (3), irá responder ao processo em liberdade. A decisão foi tomada nesta terça-feira (5) e prevê que ela cumpra medidas cautelares, incluindo a continuidade do tratamento psiquiátrico.
De acordo com o advogado Valdir Fontoura de Souza Júnior, que representa a mãe, o Ministério Público havia solicitado a prisão preventiva, mas o pedido foi negado pelo juiz responsável. A defesa argumentou que a jovem enfrenta um quadro grave de transtorno mental e que não oferece risco no momento, desde que mantida sob acompanhamento médico.
“Ainda não há um diagnóstico fechado, mas ela já enfrentava depressão profunda antes do ocorrido. Ela segue internada na ala psiquiátrica do Hospital Regional das Missões sem previsão de alta”, afirmou o advogado.
Relembre o caso
Câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher arremessou a bebê do segundo andar do edifício e, em seguida, também pulou. A criança, no entanto, foi salva pelo pai, que estava em frente ao prédio e conseguiu agarrá-la antes que atingisse o solo.
Logo após o ato, a mãe saltou da mesma janela e sofreu fraturas no quadril e na perna esquerda. Ela foi socorrida e levada para o hospital, onde permanece sob cuidados médicos.
Segundo a Brigada Militar, a menina não sofreu ferimentos e está sob os cuidados do pai. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio.
Medidas cautelares e mudança para Santa Catarina
Segundo a defesa, quando receber alta hospitalar, a mulher deverá se mudar para a casa da mãe, em Santa Catarina, onde continuará o tratamento terapêutico. A Justiça determinou que ela não se aproxime da filha durante a investigação, mantendo apenas contatos autorizados judicialmente.
Nota da defesa pede respeito e sigilo
Em comunicado, os advogados Valdir Fontoura de Souza Júnior e Matheus Fagundes Maurer solicitaram à imprensa que trate o episódio com responsabilidade, destacando que todos os envolvidos estão em situação de fragilidade emocional.
“Nossa constituinte encontra-se internada em unidade psiquiátrica hospitalar, após episódio de intensa desorganização psíquica. Tanto ela quanto sua filha sobreviveram e seguem em recuperação. Pedimos sigilo e tratamento humanizado diante da sensibilidade do caso”, diz trecho da nota.







