Uma professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi picada por um escorpião-amarelo dentro do prédio do Instituto de Artes (IA), localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, na última terça-feira (29). O caso acendeu um alerta na instituição e levou à interdição do local para inspeções e ações de controle da infestação.
A docente foi encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), recebeu atendimento com administração do soro antiescorpiônico e passa bem, conforme informou a direção do IA. O prédio da universidade permanecerá fechado até que autoridades de saúde e a administração central da UFRGS garantam total segurança para a retomada das atividades.
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é uma das espécies mais venenosas do país e pode causar a morte, principalmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades. A picada provoca dor intensa e pode levar a complicações sistêmicas. Segundo dados da Prefeitura de Porto Alegre, só em 2024 já foram registradas 399 notificações de visualizações ou capturas do animal na cidade — 348 delas apenas no Centro Histórico.
“É um episódio lamentável. Decidimos interromper as atividades no prédio para preservar a saúde da nossa comunidade universitária. O retorno só acontecerá com garantias de segurança”, destacou a direção do IA em comunicado. Ainda não há prazo para a reabertura do prédio, e os professores foram orientados a reestruturar suas atividades de forma remota ou alternativa para evitar prejuízos ao semestre letivo.
A Vigilância Sanitária da capital foi acionada e já iniciou inspeções no edifício. Casos anteriores de escorpiões encontrados mortos dentro das dependências do IA haviam sido registrados, mas essa é a primeira ocorrência de picada confirmada em anos recentes.
Boom de escorpiões preocupa em várias cidades do RS
A aparição crescente de escorpiões amarelos também tem causado preocupação em outros municípios gaúchos. Em Esteio, por exemplo, uma única rua registrou a captura de quase 1.000 escorpiões desde dezembro de 2024. Especialistas associam o aumento à degradação ambiental, acúmulo de lixo urbano e falta de predadores naturais nas áreas urbanizadas.
O que fazer ao encontrar ou ser picado por escorpião:
Não toque no animal: Evite contato direto ou tentar matá-lo com veneno caseiro, pois o escorpião pode reagir de forma agressiva.
Mantenha a limpeza: Verifique roupas, sapatos, camas e locais úmidos. Use telas em ralos e mantenha os espaços livres de entulho.
Em caso de picada: Procure atendimento médico imediato, especialmente em unidades como o HPS de Porto Alegre, que disponibiliza o soro específico.
Informe à Vigilância Sanitária: O contato pode ser feito pelo número 156 ou pelo app 156+POA.
A UFRGS e a Prefeitura reforçam a necessidade de ações preventivas e de colaboração da comunidade na notificação de avistamentos.







