Com preço bom, alta demanda e ótima opção na rotação de culturas, a canola tem sido escolhida por muitos produtores. E, é na época da floração – que dura em torno de 70 dias – que a plantação dá um espetáculo visual na lavoura. Da canola saem produtos como óleo comestível, biodiesel e até ração animal.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área com a cultura cresceu 30% nesta safra no Rio Grande do Sul, passando de 38 mil hectares na safra passada para quase 50 mil hectares em 2022. Por outro lado, a produção é estimada em 70 mil toneladas. No Brasil, apenas Rio Grande do Sul e Paraná plantam canola e os produtores gaúchos estão motivados pelas oportunidades e incentivo à produção.

A combinação de fatores como o novo zoneamento climático da cultura (Zarc), que abriu mais possibilidades de áreas, é um dos motivos da expansão. Além disso, há o baixo custo de implantação da lavoura e preços semelhantes ao da soja, o que se torna uma boa forma de rentabilizar o produtor que sofreu com a estiagem.
“Os produtores que entram nos projetos integrados, que compram as sementes de empresas que fomentam, eles já têm a garantia de compra e essas garantias hoje estão atreladas ao preço da soja”, afirma Vantuir Scarantti, presidente da Abrascanola.

Cultivo cresce no Noroeste do Estado

Nos últimos anos, a cultura vem avançando sobre os campos do noroeste gaúcho. Nos municípios de abrangência da Emater/RS-Ascar, na região administrativa de Santa Rosa, em relação ao ano passado, houve um acréscimo de 22% na área, que chegou a mais de 24.500 hectares em 2022. Números que tornaram a região a principal produtora da oleaginosa no Estado.

Em Palmeira das Missões, o produtor Vilson Baumgratz, que há oito anos investe na cultura, vê na canola uma ótima oportunidade para a rotação de culturas e preparo do solo. Além, claro, da rentabilidade que ela proporciona. “Usamos a rotação de cultura com a canola e isso melhora as condições do solo para as próximas semeaduras”, explica Baumgratz.

Por suas propriedades e, principalmente, pelo baixo custo de produção, a canola cresce em popularidade. A independência ao uso de fungicidas é um dos fatores atrelados a esse baixo custo, já que as principais doenças que acometem a plantação são controladas geneticamente.

Informação que se comprova na prática ao visitar uma plantação que está na fase de floração, como na propriedade do senhor Baumgratz, onde fizemos as fotos desta matéria. O cenário de beleza natural da planta com suas pétalas amarelas se completa pela presença de abelhas que, de flor em flor, realizam um incrível trabalho de polinização.

Para a técnica em agropecuária, Tatiane Zanchi Scapini, o mercado da canola na nossa região ainda precisa aprimorar o consumo para que haja uma crescente na produção. “Por ser muito adaptável ao nosso clima muitas vezes ela é utilizada como uma opção para a rotação de culturas. Porém vejo que o cultivo da Canola poderia ser ainda mais estimado se houvéssemos um comércio consolidado dos grãos desta oleaginosa em nossa região”, explica.

A estimativa de cultivo de canola no Estado para a safra 2022 é de 48.457 hectares. A produtividade estimada permanece em 1.885 kg/ha.

Benefícios da plantação de canola:
– Diminui problemas com pragas e doenças;
– Reduz o uso de defensivos agrícolas;
– Reduz os custos;
– Proporciona uma produção mais sustentável;
– Não exige aquisição de máquinas e equipamentos específicos para o manejo.

Cultivo
– A Canola exerce um efeito alelopático sobre a soja, por isso é necessário um período mínimo de 20 dias entre a colheita da canola e a implantação da soja.
– Os melhores solos para a planta são os mesmos aptos para o cultivo de cereais de inverno;

 

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