O Rio Grande do Sul segue em alerta máximo diante do avanço da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2025. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), o estado já contabiliza 3.923 hospitalizações e 301 mortes em decorrência da doença até esta quinta-feira (15/5).
Diante do cenário preocupante, o governo estadual liberou a vacinação contra a gripe para toda a população acima de seis meses de idade. A medida foi acordada com os municípios, mas a SES reforça que grupos prioritários devem buscar a imunização com urgência.
Entre os grupos de maior risco estão idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades, como doenças cardiovasculares, respiratórias, diabetes e imunossupressão. Só neste ano, 37 pessoas morreram de gripe influenza no estado — 25 delas eram idosas e duas tinham menos de cinco anos.
Atualmente, a cobertura vacinal entre os grupos prioritários é de apenas 28,5%, distante da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Para reforçar a campanha, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) iniciou a distribuição de mais 703 mil doses às regionais. No total, já foram cerca de 3,9 milhões de doses enviadas aos municípios gaúchos, com expectativa de alcançar 5 milhões.
A diretora do Cevs, Tani Ranieri, ressalta que a vacina é essencial para reduzir internações e mortes, principalmente entre os mais vulneráveis: “Essas pessoas precisam se proteger. A gripe pode ser fatal”.







