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terça-feira, julho 14, 2026
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13,25% – Copom deve subir juros e abre incerteza sobre o futuro da economia

Em linha com as expectativas do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (29/1) elevar a taxa básica de juros, a Selic, em um ponto percentual, para 13,25% ao ano. A decisão marca o início da gestão de Gabriel Galípolo à frente do Banco Central e dá continuidade ao ciclo de aperto monetário iniciado em 2024.

A alta dos juros, no entanto, não veio acompanhada de novas sinalizações sobre os próximos passos do Copom. A expectativa é que o comitê adote uma postura mais flexível a partir do segundo trimestre, buscando ajustar a política monetária às novas informações e às mudanças no cenário econômico.

Pressões inflacionárias e incertezas

A decisão do Copom reflete a persistência das pressões inflacionárias e as incertezas em relação à economia global e à política fiscal brasileira. Embora a atividade econômica tenha mostrado sinais de arrefecimento, as expectativas de inflação para os próximos anos continuam elevadas, o que preocupa os agentes do mercado.

Economistas ouvidos pela Folha de S.Paulo avaliam que o Banco Central está adotando a postura correta ao manter a política monetária contracionista. No entanto, há divergências sobre o patamar máximo que a Selic poderá atingir e sobre o momento ideal para iniciar o ciclo de cortes de juros.

Dominância fiscal e o papel do Banco Central

A discussão sobre a dominância fiscal, ou seja, a perda de autonomia do Banco Central para controlar a inflação devido à expansão dos gastos públicos, também está presente no debate sobre a política monetária. Especialistas alertam para os riscos dessa situação e defendem a necessidade de uma política fiscal mais responsável para garantir a estabilidade da economia.

O que esperar para o futuro?

O futuro da economia brasileira dependerá, em grande medida, da capacidade do governo em controlar as contas públicas e de implementar reformas que estimulem o crescimento. Enquanto isso, o Banco Central continuará monitorando de perto a evolução da inflação e da atividade econômica, ajustando a política monetária conforme necessário.

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