Na quarta-feira (20), Elon Musk, empresário e proprietário do X (antigo Twitter), ridicularizou uma postagem em redes sociais que abordava o ataque cibernético sofrido pela primeira-dama, Janja da Silva, na semana anterior. Um dia após Janja anunciar sua intenção de processar a plataforma e afirmar que Musk ficou “ainda mais rico” com os ataques dirigidos a ela, o bilionário comentou que “não está claro como seria nossa responsabilidade adivinhar a senha de e-mail dela”.
Durante a transmissão ao vivo semanal “Conversa com o presidente”, Janja expressou sua intenção de processar o Twitter por não ter agido rapidamente para congelar sua conta na rede social após a detecção do ataque cibernético. As mensagens do hacker começaram a ser publicadas pouco depois das 21h30 do último dia 11 e desapareceram por volta das 22h45.
“Eu não sei nem onde processar, se eu processo no Brasil, se processo nos Estados Unidos, porque processá-los eu vou, de alguma forma. (…) Foi tão difícil fazer com que o Twitter derrubasse, congelasse minha conta”, afirmou Janja durante a transmissão ao vivo.
Durante a live, a esposa do presidente Lula (PT) também criticou explicitamente o proprietário da plataforma:
“Elon Musk ficou ainda mais milionário com aquele ataque. Essa é a questão. Precisamos não apenas regularizar as redes, mas também discutir a monetização delas. Porque hoje, não importa se é para o bem ou para o mal, eles ganhando dinheiro está tudo bem”, declarou.
IRONIAS DA OPOSIÇÃO EM RELAÇÃO ÀS DECLARAÇÕES DE JANJA Após as declarações da primeira-dama na transmissão ao vivo semanal, parlamentares da oposição reagiram com críticas e ironias. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou um trecho do vídeo de Janja em seu X e escreveu uma mensagem em inglês, marcando Musk, na qual afirmava que se ele “está mais rico hoje, é graças a essa mulher”.
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) também repercutiu o vídeo, declarando que Janja deseja regular as redes e acrescentou: “Dê um like se você acha que isso vai se tornar um instrumento de censura aos opositores do governo”.











