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segunda-feira, julho 13, 2026
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Vozes que ainda gritam na chuva: o descaso do governo Lula III com as enchentes no RS é uma ferida aberta

“Já passou, já passou”, você poderá dizer, se eu falar sobre as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. Mas nós, gaúchos, em qualquer lugar do planeta, sabemos que não passou, e que será ainda mais difícil amenizar as consequências e os estragos desse desastre climático, iniciado em maio deste ano, devido ao descaso do governo federal. Não apenas ele, que seria o maior responsável por enviar auxílio, mas os governos estadual e municipal de Porto Alegre deixaram a desejar: foram avisados com chuvas em 2023, nada fizeram para prevenir ou atentar à manutenção, por exemplo, de bombas de escoamento na capital e outras estruturas e localidades vulneráveis a desastres naturais.

A verdade inegável é que o governo Lula III demorou a sequer reagir às enchentes no Rio Grande do Sul. Lula sobrevoou umas poucas vezes no RS que se afogava em águas lamacentas, sanguinolentas e gélidas, mas fez pouco mais que isso. Prometeu enviar verbas, orçadas pelo governador Eduardo Leite, gerenciadas pelo líder da “pasta das enchentes”, Paulo Pimenta. Até agora quase nada de concreto e realmente efetivo. Paulo Pimenta, do PT, foi nota dez em burocracia e descaso, e até hoje o povo gaúcho espera o que, no fundo, sabe que não virá: o mínimo de auxílio econômico e militar de que precisava e ainda precisa. Nós, gaúchos de todo o planeta e das galáxias, sabemos.

Quando houve as chuvas torrenciais em Valência, na Espanha, imediatamente o governo federal enviou cerca de 10.000 militares como força-tarefa. Ainda assim, lamentamos pelas muitas vítimas e estragos, e o governo espanhol recebe “cusparadas” de lama por não ter sido efetivo como se esperava. Imagine no Rio Grande do Sul: o que se destacou – e essa é a parte menos triste de tudo – foi a ação massiva de voluntários, inclusive celebridades, mas a maioria deles anônimos, cidadãos com pouco dinheiro e muita força de vontade, coragem e coração. Quase não se viram militares, e demoraram a chegar. Graças a Deus, muitas pessoas e animais foram resgatados por esses heróis, embora muita coisa material, como casas inteiras e o que havia dentro delas, e até cidades inteiras como Eldorado do Sul, na região metropolitana, tenham submergido, talvez para sempre.

Essa ferida dói e tem de doer em todos nós gaúchos, petistas ou não petistas, direitistas ou esquerdistas, ou nem um nem outro, como mostraram as recentes Eleições em 2024: não queremos mais extremismos, queremos ação e Economia eficiente.

Se você prestar atenção, verá bem o que aconteceu, e o que deixou de acontecer nas plagas gaúchas. Mas e agora, o que esperar? O governo Lula III levou o Brasil, economicamente, ao fundo do poço: mais de R$ 1 trilhão de déficit, recorde. E, para sustentar a maior e mais pesada máquina política do mundo, essa sim muito importante, abarcando o Judiciário mais oneroso das galáxias, aí há dinheiro, há emendas secretas multibilionárias sem transparência, cuja implementação, quase sempre a jato, desafia até as regras impostas de transparência pelo STF. Falando no Supremo Tribunal Federal, a entidade de membros vitalícios parece muito preocupada com “picuinhas” e militância política, o que não lhe caberia a priori. A impressão é de priorizar a censura institucional, que se quer democrática e imparcial mas não se mostra como tal, e as negociatas com Pacheco e Lira. Terei minha opinião censurada, como já ocorreu outras vezes, ou seguiremos a liberdade de expressão da Constituição Federal em cláusula pétrea?

Mas eu falava do Rio Grande do Sul. Meu, seu, nosso, um pedaço do nosso Brasil. E que a ferida está aberta. Dói ver os luxos inacreditáveis do Executivo, Judiciário, do Congresso nacional e de Janja e seu consorte na, até aqui, infeliz terceira versão de seu governo. O estouro, você sabe, é sempre aqui, no meu e no seu bolso: conseguimos ultrapassar a Argentina como país mais endividado da América Latina, e eles levaram décadas de peronismo e socialismo extremista para chegar a isso. Temos o maior imposto sob consumo do mundo, chegando a quase 28% (nos EUA são cerca de 7%, para se ter uma ideia…), e a segunda taxação mundial de empresas, 1% atrás da remota ilha de Malta. O governo federal arrecada, arrecada e arrecada, e não consegue tapar seus rombos homéricos e hercúleos, tem dificuldades para cortar gastos que deviam ser óbvios, no próprio governo, e em controlar a descontrolada inflação que é apenas um reflexo da inépcia econômica. Quanto mais ajudar em desastres climáticos!

Então, não “sobrou” muito dinheiro e atenção para com o extremo sul do país. Ouvi que Lula III pretendia “utilizar” a tragédia como palanque, mas como seu partido e seus aliados andam “mal das pernas” entre os gaúchos e, talvez por isso, tenha desistido de priorizar o episódio tão doloroso e inesquecível das enchentes no RS. Faltaram gestão de prevenção, de socorro e proposições para evitar que eventos assim se repitam. Sabemos do superaquecimento global e das queimadas (muitas criminosas e de viés político, especialmente no Centro-Sul e no Pantanal, e na Amazônia vilipendiada pelo tráfico ilegal de minérios e madeira e genocídio de índios). Sabemos que o Brasil e o planeta estão mais instáveis do que nunca, mas e aí? E as ações práticas, não apenas denúncias? Haddad ganhou, esta semana, um prêmio como uma das maiores influências climáticas no mundo – sendo ministro da Economia. Mas e o Rio Grande do Sul, e o Cerrado, na Amazônia, Haddad, Marina Silva, Lula, Congresso?

A ferida ficará aberta, que saibam. E ninguém, não sendo gaúcho e tendo atravessado esse pesadelo, poderá nos julgar.

Não vimos muitos militares ou verbas governamentais por aqui. Vimos músicas gravadas, comoção nacional, Lula III olhando do helicóptero (cadê a Janja?), Paulo Pimenta fazendo promessas. Agora, vemos propagandas estatais incentivando o turismo em um Rio Grande do Sul que ainda anda de muletas. E quase que só isso. Não, não estamos felizes como nas propagandas nos streamings e na TV.

Não queremos e não vamos deixar morrer essa pauta: as enchentes no Rio Grande do Sul. As águas secaram, foram escoadas, mas os densos respingos continuam: ineficiência, descaso, falta de investimentos e infraestrutura, falta de empatia. As Forças Armadas, como têm sido, foram mais uma vez omissas, vivendo de gordas benesses, agora se rebelando, como vários ministros, contra o corte de gastos emergencial. Corte de gastos dentro do governo perdulário! Imagine ter verbas para o povo!

Mais que gestão de crises, faltou simplesmente interesse. Paulo Pimenta, gaúcho, chefe da pasta, não foi efetivo e não tem sido. Submeteu-se à burocracia do Senado, essa que não existiu, por exemplo, nos 30 bilhões de emendas PIX e nas várias emendas mediante a farra do dinheiro público, cada vez mais liberadas de forma corriqueira. Você sabe, você paga, nós pagamos. Essas verbas de emendas não devem ir para o Rio Grande do Sul, nem para o Cerrado, nem para a Amazônia, nem para os índios que padecem de fome, doenças e suicídio, cujo número de óbitos, diante de uma assustadora alta, o desdenhoso governo federal parou de contar em 2024.

Fica a impunidade. Os mesmos prefeitos e políticos que pouco fizeram para prevenir e auxiliar nas enchentes no RS, no Cerrado e na Amazônia e na Caatinga sequíssima, continuam em cargos relevantes ou foram reeleitos nas Eleições de 2024. Sobre impunidade, me solidarizo com as vítimas do desastre na barragem de Mariana, em Minas Gerais: foram absolvidas as empresas envolvidas no desastre “natural”, esta semana: Samarco, Vale e BHP. E olha que já faz um bom tempo desde aquele “dilúvio” mineiro. O governo só tem verbas ao que lhe interessa: eles próprios. O resto é o resto. Que, hoje, são apenas pouco mais de 3% do PIB, para “gastos discricionários”, antes eram mais de 30%. Eles não ligam. Sempre terão para eles mesmos, suas ideologias e sede de poder e dinheiro.

Nós, gaúchos, nós, brasileiros, nós, trabalhadores, seguimos resistindo, como o cavalo Caramelo que sobreviveu no telhado até ser, finalmente, acudido e cuidado. Depois, muitos queriam adotá-lo, até Janja. Onde estava Janja nas enchentes?

Ainda estamos no telhado, nós, gaúchos, e quase ninguém vê. Não interessa ver. Quem sofreu com as chuvas foi e é o Rio Grande do Sul, quem sofreu em Mariana foram os mineiros, e o Cerrado, a Amazônia, a Caatinga. Porém, quem se afoga em impunidade, incongruências e inépcia é Brasília.

Ainda estamos no telhado, nós gaúchos e brasileiros, esperando socorro…

 

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