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quinta-feira, julho 16, 2026
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Câmara revoga SPVAT em acordo com oposição; Senado analisará decisão

Em resposta à pressão da oposição, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (18) a revogação do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). A medida foi aprovada por ampla maioria, com apenas 16 votos contrários, e agora segue para análise do Senado Federal, prevista para esta quinta-feira (19).

O SPVAT, criado em maio para substituir o extinto DPVAT, gerou resistência desde sua implementação. Embora o projeto de lei original tratasse de travas fiscais e ajustes orçamentários, o seguro foi incluído como um “jabuti” — termo usado para descrever temas alheios ao objetivo principal da proposta.

A decisão de revogar o SPVAT foi articulada pela oposição, que negociou a aprovação do restante do pacote fiscal do governo. Em troca, o governo cedeu e aceitou limitar o bloqueio de emendas parlamentares às não impositivas.

Divergências sobre o SPVAT

Na terça-feira (17), o relator do projeto, deputado Átila Lira (PP-PI), havia apresentado um relatório propondo a revogação do SPVAT, mas, após resistência do governo, retirou o trecho. Mesmo assim, a oposição apresentou uma emenda para extinguir o seguro, aprovada em votação separada.

O líder do governo na Câmara, deputado Odair Cunha (PT-MG), reconheceu dificuldades na implementação do SPVAT, mas defendeu que o momento não era oportuno para alterações no modelo. “Entendemos que a discussão sobre o seguro obrigatório não está madura e solicitamos a retirada do tema”, explicou.

Principais pontos do pacote fiscal

Além da revogação do SPVAT, a proposta aprovada na Câmara busca limitar o crescimento das despesas públicas, estabelecendo gatilhos para conter gastos em caso de déficit primário. Entre as medidas estão:

  • Restrição ao aumento real de despesas a 70% da variação da receita, respeitando o arcabouço fiscal.
  • Proibição de novos incentivos fiscais durante períodos de déficit.
  • Possibilidade de bloquear até 15% das emendas não impositivas no Orçamento.
  • Uso do superávit de cinco fundos públicos para o pagamento da dívida pública.

O Senado será o próximo palco das discussões, com expectativa de que a revogação do SPVAT e as demais medidas sejam avaliadas rapidamente.

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