O New York Times, maior jornal dos Estados Unidos, chamou de “agressiva” a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que permite que o presidente da corte, ministro Alexandre de Moraes, determine a remoção de conteúdos das redes sociais. A publicação faz críticas à decisão que reduziu para duas horas o prazo para a exclusão de postagens relacionadas às eleições.
De acordo com a resolução publicada pelo TSE, aprovada pelo plenário do tribunal, podem ser excluídas postagens que contenham informações falsas sobre o sistema eleitoral ou que ameacem a integridade das eleições. A determinação vale para casos, informações e situações que já foram alvo de decisões anteriores.
“Autoridades brasileiras, enfrentando uma torrente de desinformação online antes da eleição presidencial do país, concederam ao chefe das eleições do país poder unilateral para ordenar que empresas de tecnologia removam muitas postagens e vídeos online — uma das ações mais agressivas tomadas por qualquer país para combater informações falsas”, escreve o jornal.
“Ao permitir que uma única pessoa decida o que pode ser dito online no período que antecede as eleições de alto risco, que serão realizadas em 30 de outubro, o Brasil se tornou um caso de teste em um debate crescente sobre até onde ir no combate às notícias falsas”, completa o jornal.











