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Na Cúpula da Amazônia, o cacique Raoni não consegue falar com Lula e é recebido por ministros

Raoni disse que terá que "puxar a orelha" do presidente Lula na próxima vez que encontrá-lo. (Foto: Audiovisual/PR)

Na terça-feira, 8 de agosto, durante a Cúpula da Amazônia, o cacique Raoni, uma proeminente liderança indígena do Brasil, não conseguiu se comunicar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Raoni expressou sua frustração e mencionou que terá que repreender o presidente Lula na próxima vez que se encontrarem, pois este foi o segundo encontro que não foi realizado entre os dois.

O líder indígena da tribo Caiapó não foi recebido por Lula, que estava participando de uma reunião fechada com os líderes e representantes dos oito países amazônicos. No entanto, Raoni foi recebido por uma comitiva de ministros no local do evento.

Ministras como Marina Silva (Meio Ambiente), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Nísia Trindade (Saúde) e o ministro Márcio Macedo (Secretaria-Geral) estavam presentes para ouvir as preocupações de Raoni.

O sobrinho-neto de Raoni, Patxon Okreãjti, que acompanhava o cacique, relatou que eles esperavam ter sido convidados para a Cúpula e que o presidente da França, Emmanuel Macron, havia indicado que se encontraria com Lula e Raoni durante o evento.

O grupo esperava que Raoni pudesse ser incluído na programação da Cúpula, mas, aparentemente, essa não foi a previsão inicial. Lula teve uma reunião bilateral com o presidente da Bolívia, Luis Arce, e em seguida receberia Gustavo Petro, presidente da Colômbia, o que impossibilitou o encontro com Raoni e os indígenas caiapós.

Raoni estava presente na Cúpula em Belém, no Pará, para conversar com Lula. O líder indígena desejava expressar sua preocupação com a exploração de petróleo na Amazônia e pedir ao presidente que reconsiderasse tal atividade.

Esse foi o segundo encontro frustrado entre Raoni e Lula. O presidente não pôde comparecer a um encontro anterior devido a dores no quadril e foi representado pela ministra Sonia Guajajara.

Durante a Cúpula da Amazônia, a questão da exploração de petróleo na região foi um dos tópicos centrais de discussão. O governo brasileiro estava dividido sobre o assunto, com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendendo a realização de pesquisas pela Petrobras na foz do Amazonas, enquanto a ala ambiental, liderada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfatizava a necessidade de decisões baseadas em dados científicos.

Raoni aproveitou a oportunidade para pedir ação contra o garimpo ilegal em terras indígenas e encorajou a ministra Marina Silva a ser firme nesse aspecto. Marina informou o grupo de indígenas que o governo federal estava trabalhando para reforçar as equipes de fiscalização e saúde indígena por meio de concursos públicos.

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