A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, na manhã desta segunda-feira (14), seis suspeitos de envolvimento no sequestro de uma empresária, ocorrido em maio deste ano, motivado por uma dívida do filho da vítima com agiotas. As prisões fazem parte da investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

O delegado Juliano Ferreira, responsável pelo caso, explicou que o crime aconteceu em 24 de maio, quando a empresária foi surpreendida em sua residência, localizada em um condomínio próximo à Vila Bom Jesus, na Zona Leste da capital gaúcha. Cerca de dez criminosos invadiram o imóvel, sequestraram a vítima e a colocaram em um carro, onde ela foi submetida a ameaças de morte e agressões físicas.

Dívida saltou de R$ 1 mil para R$ 10 mil

Segundo a investigação, o filho da empresária havia contraído inicialmente uma dívida de R$ 1 mil com agiotas e assumiu o compromisso de pagar parcelas de R$ 500 por mês. O valor, porém, não foi quitado e a dívida teria saltado para R$ 10 mil, desencadeando o sequestro.

Durante o cativeiro, os criminosos exigiam que a empresária revelasse o paradeiro do filho, mas ela alegou desconhecer onde ele estava. Sob ameaça de morte, a vítima afirmou que conseguiria o dinheiro com o irmão. Os sequestradores então elevam o valor exigido para R$ 15 mil, que acabou sendo transferido para contas indicadas pelos criminosos.

Após o pagamento, a empresária foi liberada nas proximidades de sua residência.

Investigação chegou aos suspeitos

A polícia chegou aos suspeitos por meio da análise dos dados bancários da transferência feita pela família da vítima. Os nomes dos presos não foram divulgados para não prejudicar o andamento das investigações, que seguem em curso para identificar outros envolvidos.

“Foi uma ação extremamente violenta, com invasão domiciliar, agressões físicas e psicológicas. Felizmente a vítima sobreviveu e colaborou muito para o esclarecimento do crime”, destacou o delegado Juliano Ferreira.

O caso expõe mais uma vez a atuação de quadrilhas envolvidas em agiotagem e extorsão na região metropolitana de Porto Alegre, prática que, segundo a polícia, tem se tornado cada vez mais frequente, especialmente em cenários de crise financeira.