A última aluna que permanecia internada após o ataque à Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, no município de Estação, recebeu alta hospitalar na manhã deste domingo (13). A estudante, de oito anos, sofreu um trauma cranioencefálico em decorrência das facadas desferidas durante o ataque ocorrido na última terça-feira (8).
De acordo com informações do Hospital Santa Terezinha, em Erechim, a menina passou por uma cirurgia ainda no dia do atentado. Após apresentar melhora clínica, foi transferida na quinta-feira (10) para o Hospital São Roque, em Getúlio Vargas, onde concluiu o tratamento e pôde retornar para casa.
Além dela, outras duas vítimas do ataque — uma menina de oito anos e uma professora — também estiveram internadas, mas já haviam recebido alta e seguem em recuperação domiciliar.
Ataque deixou uma criança morta
O atentado provocou comoção em todo o estado. Durante a ação, o estudante Vitor André Kungel Gambirazi, de nove anos, foi atingido fatalmente e morreu ainda no local. O menino foi sepultado na tarde da quarta-feira (9), em clima de forte comoção na cidade.
O autor do ataque, um adolescente de 16 anos, confessou o crime e está internado em um centro socioeducativo na região norte do Rio Grande do Sul. A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer as motivações do ato violento. A expectativa é de que o inquérito seja finalizado na segunda-feira (14).
Aparelhos eletrônicos passam por perícia
Conforme a polícia, celulares e outros aparelhos eletrônicos do autor estão sendo periciados no Departamento de Informática da Polícia Civil, em Porto Alegre, na tentativa de identificar indícios de premeditação, coautoria ou influência de terceiros.
“Precisamos esclarecer se houve planejamento prévio ou se outras pessoas estiveram envolvidas de alguma forma. Esse trabalho técnico é essencial para a conclusão do inquérito”, explicou um investigador envolvido no caso.
O episódio reacendeu o debate sobre segurança nas instituições de ensino e saúde mental entre adolescentes, levando autoridades municipais e estaduais a reforçarem protocolos de segurança nas escolas da região.











