A bancada federal do PL anunciou uma medida judicial para evitar que o Brasil leve um novo calote da Argentina. O Brasil já sofreu nove calotes da Argentina nos últimos anos.
Os deputados do PL lembram que “o governo ofereceu o dinheiro do nosso povo, sob custódia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como opção de empréstimo para a Argentina. Alberto Fernández, presidente do país vizinho que passa por séria crise econômica, já esteve aqui este ano para negociações.”
Ação popular tenta barrar operação financeira
Segundo os deputados, “a fim de evitar que essa riqueza saia do Brasil sem garantia alguma de retorno financeiro, temos uma ação popular protocolada por 12 deputados do PL. O documento foi enviado à 9ª Vara Federal Cível da Justiça de Brasília e, ao todo, conta com a assinatura de 15 parlamentares.” Assinam a ação popular, os deputados federais Coronel Meira, Gilvan Da Federal,Evair de Melo, Delegado Caveira, Eder Mauro, Ze Trovão, Paulo Bilynskyj, Daniel Freitas, Carla Zambelli, Jose Medeiros, Mario Frias e Cabo Junio Amaral.
Postalis, o fundo de aposentadoria dos carteiros, já sofreu calote
Quando a Argentina ficou inadimplente em 2014, aplicou um calote no fundo Postalis que perdeu na época, 52% de seu capital, ou cerca de 198 milhões de reais. Esses investimentos foram autorizados no governo Lula. Outro investimento do Postalis, de R$ 135 milhões no governo Lula, foi aplicado no Banco BVA, que quebrou. Desse total, só 45 milhões foram recuperados até agora. Por conta desses calotes, até hoje os carteiros pagam um desconto adicional dos seus salários, para cobrirem o rombo do seu fundo de aposentadoria.
O agravamento da situação na Argentina
O agravamento da situação econômica da Argentina preocupa os exportadores brasileiros, depois que a agência de rating Fitch alertou seus clientes para a possibilidade de novo calote nos credores. Os exportadores brasileiros estão preocupados, porque o saldo do comércio internacional com a Argentina é superior a 2 bilhões de dólares. O país vizinho sofre com a escassez de dólares no Banco Central da República Argentina, agravada pela seca histórica que afetou a entrada de divisas geradas das exportações e pela disparada do dólar.
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