O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para buscar apoio à iniciativa de garantir uma vaga permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Durante a 15ª Cúpula do Brics, realizada na África do Sul, o Brasil obteve uma declaração conjunta mais favorável a essa aspiração, que contou com a assinatura do presidente chinês, Xi Jinping.
Lula expressou seu empenho em assegurar a participação brasileira no Conselho de Segurança, ressaltando que já se passaram mais de 15 anos desde que começou a lutar por isso. Ele planeja discutir essa questão com seu colega Biden durante sua visita aos Estados Unidos em setembro, por ocasião da Assembleia Geral da ONU em Nova York.
Até o momento, dos cinco membros históricos do Conselho de Segurança, Reino Unido, França e Rússia manifestaram apoio à iniciativa brasileira, enquanto os Estados Unidos e a China ainda não se posicionaram claramente. Lula acredita que os Estados Unidos podem mudar de postura e se comprometer com o Brasil nessa questão.
Ministros do governo de Lula enfatizam que as recentes declarações dos Estados Unidos têm sido mais favoráveis à causa brasileira, e eles consideram que há uma oportunidade propícia para avançar nesse tema. Em janeiro, os líderes dos dois países assinaram uma declaração conjunta expressando a intenção de trabalhar para uma reforma significativa do Conselho de Segurança, incluindo a expansão para representar países da África e América Latina.
Lula também comentou sobre os esforços anteriores do Brasil como membro do G4, uma coalizão composta por Brasil, Alemanha, Japão e Índia, que buscava uma candidatura ao Conselho de Segurança. No entanto, a China sempre se opôs à inclusão de uma potência regional, como o Japão, no órgão.
Apoiado por uma declaração conjunta do Brics, que defende uma reforma democrática e representativa das Nações Unidas e do Conselho de Segurança, Lula acredita que há um momento oportuno para avançar na busca pela vaga permanente.
Além disso, Lula abordou sua intenção de colaborar com Biden na criação de um projeto conjunto para a proteção dos direitos dos trabalhadores e a geração de empregos, que será apresentado tanto no G20 quanto na Assembleia Geral da ONU.
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