A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta sexta-feira (28) a demissão de Dorival Júnior do comando técnico da Seleção Brasileira. A decisão ocorre três dias após a derrota por 4 a 1 para a Argentina, em Buenos Aires, considerada a pior da história do Brasil nas Eliminatórias e a maior goleada sofrida contra os argentinos em 61 anos.
Dorival Júnior assumiu a Seleção em janeiro de 2024, dirigindo a equipe em 16 partidas, com sete vitórias, sete empates e duas derrotas, resultando em um aproveitamento de 58,3%. Apesar de trabalhos anteriores de destaque no Flamengo e no São Paulo, sua liderança na Seleção nunca foi unanimidade entre torcedores e críticos.
A derrota expressiva para a Argentina foi determinante para sua saída, mas questões internas também pesaram na decisão. A presença de seu filho, Lucas Silvestre, como auxiliar técnico, gerava desconforto nos bastidores, especialmente porque Juan, ex-jogador com trajetória significativa no futebol brasileiro, ocupava oficialmente o cargo de assistente técnico, mas sem a mesma influência.
A CBF expressou agradecimento a Dorival Júnior pelo trabalho realizado e iniciou a busca por um novo comandante. Entre os possíveis substitutos, destaca-se o português Jorge Jesus, conhecido por sua passagem vitoriosa pelo Flamengo em 2019. Especula-se que Jorge Jesus aguarda apenas um contato do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, para formalizar o acordo e assumir o comando da Seleção Brasileira.
A saída de Dorival Júnior reflete a pressão por resultados e desempenho consistente na Seleção Brasileira, especialmente em um período de preparação para competições internacionais de grande relevância.











