O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) exonerou nesta terça-feira (18) seu chefe de gabinete, Lino Furtado, um dos alvos da Polícia Federal (PF) na Operação EmendaFest. A investigação aponta que R$ 1 milhão em emendas parlamentares destinadas ao Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul (RS), foram desviados para funcionários da instituição, lobistas e o assessor parlamentar.
A ação, coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Contra o Sistema Financeiro, cumpriu 11 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em Brasília. Lino Furtado já havia sido afastado da função pública por decisão da Justiça Federal antes de ser oficialmente exonerado.
Outro investigado, Cliver André Fiegenbaum, ex-diretor administrativo e financeiro da Metroplan, também foi afastado e exonerado pelo governo estadual. O inquérito revela que uma empresa ligada a Cliver recebia valores para intermediar a liberação de emendas para o hospital.
As buscas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. A reportagem tentou contato com Lino Furtado, mas ainda não obteve resposta.











