Nesta sexta-feira, 11 de abril de 2025, teve início no Fórum da Comarca de Campo Novo, no Rio Grande do Sul, o julgamento de José Eduardo da Rosa, de 30 anos, acusado de um dos crimes mais bárbaros já registrados na região. Ele responde pelo assassinato de sua ex-companheira, Jéssica Helena Machado, de 19 anos, e pela tentativa de homicídio contra a mãe dela, Noemi Mariazinha Machado, de 54 anos.
Relembre o caso
O crime ocorreu em maio de 2023, na localidade de Pontão da Mortandade, interior de Campo Novo. Segundo o Ministério Público, motivado por ciúmes e inconformismo com o término do relacionamento, José Eduardo surpreendeu Jéssica enquanto ela saía para o trabalho. Armado, ele a forçou a retornar à residência da família, onde também rendeu sua mãe, Noemi, que é surda, muda e analfabeta.
Noemi foi amarrada e trancada no banheiro, enquanto Jéssica foi levada para o quarto, onde foi brutalmente assassinada com golpes de faca. Em seguida, José Eduardo tentou matar Noemi com um golpe no pescoço. Acreditando tê-la matado, ele colocou mãe e filha no mesmo cômodo e ateou fogo na casa.
Mesmo ferida e com queimaduras, Noemi sobreviveu ao ataque fingindo-se de morta e conseguiu fugir. O acusado fugiu do local com o carro da família, que também foi incendiado. No entanto, ainda no mesmo dia, ele foi capturado pela Polícia Militar e permanece preso desde então.
O julgamento
O julgamento está sendo conduzido pela juíza Dra. Luciane Rech Slaviero Porath Boniotti. A acusação está a cargo da promotora de justiça Dra. Jaquiline Liz Staub, enquanto a defesa do réu é realizada pelo defensor público Dr. Andrey Regis Mattos.
O corpo de jurados é composto por cinco homens e duas mulheres. Ao longo do dia, serão ouvidas cinco testemunhas. Após os depoimentos, ocorrerão os debates entre acusação e defesa, culminando na leitura da sentença pela magistrada.
José Eduardo responde por cinco crimes graves: homicídio qualificado (com as qualificadoras de feminicídio e motivo torpe), tentativa de homicídio, incêndio criminoso, tentativa de destruição de cadáver e dano qualificado com incêndio de veículo.
A comunidade local aguarda com expectativa o desfecho do julgamento, que busca justiça para as vítimas e suas famílias.











