A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar o déficit histórico de R$ 3,2 bilhões nos Correios ganhou força, com o apoio de 26 senadores até a noite desta quinta-feira (6). O senador Marcio Bittar (União-AC) é o principal defensor da investigação, que visa apurar o aumento dos gastos da empresa pública, que subiram de R$ 5,91 milhões em 2022 para R$ 8,15 milhões em 2023, representando um acréscimo de 38%, enquanto a inflação acumulada no período foi de 4,62%.
Bittar questiona o aumento nas despesas, especialmente considerando o histórico de prejuízos da estatal, que, segundo ele, está colocando em risco a aposentadoria dos funcionários atuais. “Como é que pode os Correios patrocinar em um ano um valor de R$ 30 milhões? Esse valor é 20 vezes mais do que o governo anterior em 4 anos”, afirmou.
O senador também criticou a decisão da estatal de abrir um concurso para contratar 3,5 mil funcionários, apesar de operar com prejuízo. “Tudo isso nós precisamos averiguar e o instrumento correto é a CPI”, disse Bittar.
Até o momento, 26 senadores assinaram a solicitação para a criação da CPI, incluindo nomes como Rogério Marinho (PL-RN), Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos Rogério (PL-RO) e Tereza Cristina (PP-MS), entre outros.
A investigação será voltada para apurar o aumento dos gastos da empresa, a gestão dos recursos públicos e o impacto nas finanças dos Correios, uma instituição histórica e essencial para o Brasil.











