A Polícia Civil de Palmares do Sul investiga um homicídio chocante ocorrido no balneário de Quintão. O jovem de 23 anos, preso na noite de terça-feira (4), confessou ter matado, esquartejado e queimado o corpo do padrasto, Milton Prestes da Silva, de 55 anos. O suspeito alega que o crime foi motivado por supostas agressões sofridas pela mãe. No entanto, até o momento, a polícia não encontrou registros de violência doméstica que comprovem essa versão.
Execução do crime e investigação
De acordo com as investigações, o assassinato aconteceu entre a noite de quinta-feira (29) e a madrugada de sexta-feira (1º), na residência onde a vítima morava com a esposa e mantinha uma conveniência, na Rua Visconde de São Leopoldo. O suspeito relatou que esfaqueou o padrasto, colocou o corpo no freezer e, no dia seguinte, o esquartejou e ateou fogo nos restos mortais.
O crime veio à tona na terça-feira (4), quando um cunhado e um amigo da vítima decidiram procurá-lo, pois ele não era visto desde a semana anterior. Ao chegarem à residência, notaram um forte cheiro e, ao abrirem o freezer, encontraram os restos carbonizados. A Brigada Militar foi acionada e a casa isolada para perícia.
A mulher da vítima, que fugiu antes da descoberta do crime, está sendo procurada. O carro utilizado por ela foi localizado e, em seu porta-malas, foram encontradas ferramentas que podem ter sido usadas no esquartejamento, como uma serra e um serrote.
Captura do suspeito e mandado de prisão para a mãe
O jovem foi preso na noite de terça-feira (4) em Canela, na Serra Gaúcha, em uma região conhecida como ponto de tráfico de drogas. Segundo a polícia, ele estava escondido em uma “boca de fumo” quando foi capturado. Após prestar depoimento, foi encaminhado ao sistema prisional.
Nesta quinta-feira (6), a Justiça de Palmares do Sul decretou a prisão temporária da esposa da vítima, que segue foragida. A Polícia Civil solicita a colaboração da comunidade para localizá-la. Informações podem ser repassadas pelo WhatsApp (51) 98610-4663, com garantia de sigilo.
Comunidade chocada
O crime causou grande comoção entre os moradores de Quintão. Cleude Albano Ávila, vizinho da vítima, lamentou a tragédia: “Sempre dizem que a pessoa era boa quando morre, mas esse realmente era trabalhador e querido por todos”.
Agora, as investigações seguem para esclarecer a real motivação do crime e determinar o envolvimento da mãe do suspeito na execução do assassinato.











