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sábado, julho 18, 2026
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Críticas ao “Empréstimo de Lula” Superam Aprovação nas Redes Sociais, Preocupando a Secom

A Secretaria de Comunicação do Governo Federal (Secom) está demonstrando preocupação com o impacto negativo do programa de empréstimo consignado do FGTS, apelidado de “empréstimo de Lula”, devido à repercussão nas redes sociais. Dados recentes indicam que as críticas ao programa superam amplamente as menções positivas, com pesquisas apontando que cerca de 67% das 785 mil menções registradas entre os dias 19 e 27 de março são críticas, de acordo com o monitoramento realizado pelo instituto Quaest para a GloboNews.

O governo enfrenta uma situação diferente da crise do Pix, quando as críticas estavam concentradas em perfis de direita e extrema-direita, muitas vezes acompanhadas de desinformação e notícias falsas. No caso do “empréstimo de Lula”, além da oposição, a ala progressista também se posicionou contra o programa, incluindo influenciadores com grande poder de mobilização, como Nath Finanças e Gil do Vigor. O foco das críticas gira em torno do endividamento dos trabalhadores e do comprometimento do FGTS, um fundo considerado sagrado para a segurança financeira dos brasileiros.

A situação política se agravou após a declaração da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que se referiu ao programa como “empréstimo do Lula”. A frase gerou um grande debate nas redes sociais, com o Novo acionando o Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar a personalização de um ato de governo. Embora Gleisi tenha apagado o vídeo, o estrago estava feito, e o assunto teve um alcance de aproximadamente 75 milhões de impressões nas quatro principais plataformas monitoradas (X, Facebook, Instagram e TikTok).

Diante dessa repercussão, a Secom está avaliando a possibilidade de lançar uma campanha para tentar reverter a imagem negativa do programa. No início do ano, o governo já havia planejado campanhas semelhantes durante a crise do Pix, mas optou por não seguir adiante quando percebeu que o tema estava perdendo força. Agora, o monitoramento sobre o “empréstimo de Lula” continua para acompanhar os desdobramentos e ajustar as estratégias de comunicação, caso necessário.

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