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segunda-feira, junho 1, 2026
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Equipe econômica do governo falhou, nos primeiros oito meses, dizem economistas

Economistas pedem ao governo maior ênfase na redução de gastos e indicam possíveis cortes

Economistas estão fazendo avaliações críticas sobre a abordagem da equipe econômica do governo nos primeiros oito meses, alegando que não foi dada a devida ênfase ao corte de gastos, enquanto medidas de aumento de arrecadação receberam mais atenção.

Eles argumentam que, sem um corte significativo nas despesas, atingir a meta de eliminar o déficit nas contas públicas até 2024 será mais difícil. As medidas de aumento de arrecadação propostas para alcançar esse objetivo, com um impacto estimado de R$ 168 bilhões em 2024, são consideradas incertas.

Além disso, mesmo com espaço maior para despesas no arcabouço fiscal, existe a possibilidade de redução dos “gastos livres” dos ministérios, o que afetaria políticas públicas. Portanto, controlar as despesas também é importante para evitar essa situação.

Até o momento, o governo anunciou a atualização do cadastro do Bolsa Família, que poderia gerar uma economia anual de até R$ 7 bilhões, e prometeu revisar as despesas previdenciárias. No entanto, nenhuma mudança na legislação para cortar despesas foi proposta.

Economistas reconhecem a importância das medidas para aumentar a arrecadação, mas alertam que elas podem não ser aprovadas, enfrentar desafios legais ou serem reduzidas pelo Legislativo. Portanto, para alcançar as metas fiscais, eles acreditam que o governo também deve realizar ajustes nas despesas.

O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, destacou a falta de foco do governo federal no corte de gastos públicos e a importância das finanças públicas equilibradas para reduzir as taxas de juros.

Algumas áreas que os economistas acreditam que devem ser revisadas incluem os gastos com servidores por meio de uma reforma administrativa, os gastos previdenciários por meio de uma nova reforma da Previdência e as despesas com programas sociais, com potencial economia fiscal significativa.

Além disso, o pagamento do abono salarial, que está estimado em R$ 28,1 bilhões para 2024, é apontado como um alvo para cortes, mas isso exigiria uma alteração na Constituição.

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