Uma ameaça é capaz de causar danos emocionais tão profundos quanto uma agressão.
Em 30 dias duas escolas foram atacadas por pessoas desequilibradas.
O pai de um dos alunos da Escola Estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, em São Paulo, afirma que ao ver o filho ir para a escola tem uma sensação de “será que ele vai voltar?” O trauma é uma consequência do ataque de um aluno de 13 anos que ocorreu na semana passada por lá, matou a professora Elisabeth Tenrerio, 71, e deixou outros cinco feridos, no dia 27 de março.
Na quarta-feira, 05, em Blumenal, outro ataque, cometido por um criminoso, que deveria estar preso, se não fosse a legislação frouxa, deixou quatro crianças mortas.
Ambos os ataques foram cometidos com armas brancas.
Ao que parece, esses personagens querem holofotes, como se fossem suicidas às avessas.
No Rio Grande do Sul, conversas que circulam em grupos de WhatsApp trouxeram à tona uma situação, que pôs a cidade de Bento Gonçalves em estado de atenção e preocupação. Segundo mensagens, um ex-aluno da escola Marista Aparecida, localizada no centro da cidade, teria feito ameaças contra a vida de alunos e funcionários ainda no ano passado.
Com as tragédias que ocorreram em Blumenau e São Paulo, os pais de alunos que frequentam a escola estão apreensivos com a situação, e estão cobrando algum posicionamento da escola em relação ao fato, visto que um simples descuido pode acabar se tornando mais uma tragédia.
O portal Leouve ouviu representantes da escola, que confirmaram que as ameaças são verdadeiras, mas ressaltou que a instituição tomou todas as medidas possíveis para que não venha a ocorrer nenhum problema futuro.

Como o ocorrido envolve um menor de idade mais informações sobre o autor das ameaças são proibidas pela Lei 4543/20, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que criminaliza a exposição ou a divulgação não autorizada de nome ou imagem de criança ou adolescente.
Mãe de uma aluna no Colégio Marista que preferiu não se identificar, classificou com as seguintes palavras a situação.
Infelizmente, vivemos tempos difíceis, Vivemos com medo da violência. Lamento muito que isso tenha chegado na nossa comunidade e na escola onde meus filhos estudam. Fiquei muito surpresa ao saber dessa história toda ontem, pois nunca recebi nenhum alerta da escola, se estavam mesmo acompanhando a situação, já deveriam ter tomado providencias mais efetivas. Acredito que esse “silêncio” diante a situação, abriu porta para um monte de fake news entre os grupos de pais e entre os alunos, ficou todo mundo apavorado ainda mais no timming de tantas notícias tristes envolvendo ataques em escolas.”
Em comunicado oficial, a Escola Marista Aparecida diz estar ciente sobre as situações que estão circulando na comunidade, referentes a uma suposta ação policial em frente ao colégio e tentativa de acesso ao colégio envolvendo um ex-aluno na tarde de ontem, (05). Ressaltamos que essas informações não são verdadeiras. Seguimos atentos e atuando a partir das orientações do poder público, sempre em prol da segurança de todos.
No comunicado ainda reforça o cuidado para que não sejam divulgadas informações falsas. É sempre importante ressaltar a importância da frenagem nas FAKE NEWS para o controle deste tipo de situação, verificar se todas as imagens e mensagens sobre o caso são verdadeiras, conversar com representantes legais da escola sobre a situação. Todos os cuidados podem ajudar a diminuir a tensão neste momento conturbado.
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