Uma jovem de 24 anos, identificada como Tatiane Kurth, foi brutalmente assassinada a facadas no início da semana na cidade de Laurentino, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. O crime foi cometido por seu companheiro, Djeison Bonacolsi, que, após o feminicídio, enviou uma foto do corpo da vítima ao cunhado por mensagem e, em seguida, tirou a própria vida.
O caso ocorreu na segunda-feira (29/7) e está sendo tratado como feminicídio seguido de suicídio.
Detalhes do crime
Segundo informações preliminares da Polícia Militar, familiares de Tatiane acionaram as autoridades após receberem a imagem da vítima já sem vida. Quando a equipe chegou ao local, encontrou os corpos de Tatiane e Djeison no interior da residência do casal, no bairro Navegantes.
A jovem apresentava múltiplos ferimentos por arma branca. O homem também foi encontrado sem vida, com sinais de suicídio por enforcamento. A Polícia Científica foi chamada para perícia no local, e a investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Laurentino.
Relação conturbada
Informações de amigos e familiares indicam que Tatiane e Djeison tinham um relacionamento instável, com relatos de ciúmes, controle e comportamento agressivo por parte do autor. Até o momento, não havia registro oficial de medidas protetivas ou denúncias anteriores de violência doméstica contra o agressor.
Tatiane deixa uma filha pequena. Familiares estão em choque e pedem respeito e privacidade neste momento de luto.
Feminicídio no Brasil
O caso reacende o alerta sobre a epidemia de violência contra mulheres no Brasil. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um feminicídio é registrado a cada 6 horas no país. A maioria dos crimes é cometida por companheiros ou ex-companheiros, geralmente dentro de casa.
Santa Catarina, apesar de apresentar índices relativamente menores que estados como São Paulo ou Bahia, também tem registrado aumento de casos de feminicídio nos últimos anos.
O que é feminicídio?
Segundo a Lei nº 13.104/2015, o feminicídio é o assassinato de uma mulher em razão do gênero, motivado por violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição feminina. A pena para o crime é de 12 a 30 anos de prisão.











