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terça-feira, julho 21, 2026
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Feminicídios no RS: 72 mulheres foram assassinadas em 2024

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul divulgou, nesta terça-feira (21), o Mapa dos Feminicídios de 2024, revelando que 72 mulheres foram vítimas desse crime no estado ao longo do ano. O número representa uma redução de 15% em relação a 2023, quando 85 feminicídios foram registrados.

Além da queda nos casos, o levantamento aponta que 72% dos agressores foram presos ou apreendidos e que 79% dos inquéritos foram encaminhados ao Poder Judiciário até 31 de dezembro de 2024. Em relação à abrangência territorial, os feminicídios ocorreram em 50 municípios, contra 62 cidades afetadas em 2023.


Ações para combater a violência contra a mulher

Os dados do Mapa dos Feminicídios foram compilados pelo Observatório de Violência Doméstica da Secretaria Estadual da Segurança Pública e analisados pela Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher. O levantamento reforça a importância de iniciativas voltadas à prevenção e combate à violência de gênero.

Uma dessas ações é a criação das Salas das Margaridas, espaços especializados para acolher vítimas de violência doméstica e familiar. Essas salas, instaladas em Delegacias de Polícia, oferecem um ambiente reservado e contam com policiais capacitados para o atendimento humanizado das mulheres.

Outro mecanismo de proteção é a Delegacia Online da Mulher (DOL Mulher), disponível desde o final de 2022. O serviço permite que mulheres vítimas de violência doméstica registrem ocorrências 24 horas por dia, diretamente pelo celular, tablet ou computador, sem precisar comparecer fisicamente a uma delegacia.

Além disso, o Rio Grande do Sul se destaca como pioneiro no monitoramento eletrônico de agressores, com o uso de tornozeleiras eletrônicas. As vítimas que possuem Medidas Protetivas de Urgência recebem um aparelho telefônico que as alerta caso o agressor se aproxime, permitindo contato imediato com a central de monitoramento.

Essas estratégias reforçam o compromisso das autoridades em reduzir a violência contra a mulher e garantir maior proteção às vítimas.

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