O feriado prolongado de Páscoa foi marcado por uma série de crimes brutais contra mulheres no Rio Grande do Sul. Entre a sexta-feira (18) e esta segunda-feira (21), o Estado registrou dez feminicídios em diversas regiões, evidenciando uma preocupante escalada da violência de gênero.
A vítima mais recente foi assassinada em Pelotas, na região Sul, no início da tarde desta segunda-feira. A mulher, ainda não identificada oficialmente, foi morta com pelo menos cinco tiros enquanto saía do trabalho, no bairro Liberdade. O suspeito fugiu após o crime, e a Polícia Civil investiga o caso.
Entre os casos mais impactantes está o duplo homicídio registrado em Feliz, no Vale do Caí. Raíssa Müller, 21 anos, e seu namorado Éric Turato, 24, foram mortos a facadas pelo ex-namorado da jovem, que não aceitava o fim da relação.
Em Parobé, uma mulher grávida foi assassinada a facadas na rua. Já em São Gabriel, uma mulher foi degolada dentro de casa. Os crimes também ocorreram em cidades como Viamão, Bento Gonçalves, Santa Cruz do Sul, Serafina Corrêa e Ronda Alta, onde um homem matou a companheira e a enteada, tirando a própria vida em seguida.
O Ministério Público confirmou que, em alguns dos casos, as vítimas não tinham medidas protetivas ativas, e que não houve registros prévios de ameaças formais. Diante da gravidade da situação, a Polícia Civil do RS anunciou que vai antecipar o lançamento de uma plataforma online para pedidos de medida protetiva, com o objetivo de ampliar o acesso e a agilidade na resposta às situações de risco.
A nova ferramenta permitirá que mulheres em situação de violência solicitem proteção diretamente pelo site da Delegacia Online da Mulher, com instruções detalhadas e acompanhamento do processo.
A sequência de feminicídios reacende o debate sobre a urgência de políticas públicas mais eficazes para proteger as mulheres e responsabilizar agressores com maior celeridade.











