O governo do Rio Grande do Sul declarou estado de emergência em saúde animal após a confirmação do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial no município de Montenegro, no Vale do Caí. A medida, oficializada pelo Decreto 58.169/2025, publicado no Diário Oficial do Estado no sábado (17), visa conter a disseminação do vírus e proteger a avicultura gaúcha.
Municípios sob vigilância
Doze municípios estão sob vigilância intensificada por estarem dentro do raio de 10 quilômetros do foco identificado: Triunfo, Capela de Santana, Nova Santa Rita, Esteio, Canoas, Gravataí, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Cachoeirinha, Novo Hamburgo, Portão e Montenegro. Embora não haja registros adicionais da doença nesses locais, medidas preventivas estão sendo implementadas para evitar novos casos.
Medidas de contenção
Desde a confirmação do foco, equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) realizaram vistorias em 94 propriedades de subsistência e em uma granja de recria de aves na área de vigilância. Além disso, cinco barreiras sanitárias foram instaladas para controlar o trânsito de veículos e pessoas, funcionando 24 horas por dia.
A granja afetada, vinculada à empresa Vibra Foods, teve cerca de 17 mil aves sacrificadas para conter o avanço do vírus. Ovos provenientes dessa granja foram rastreados e localizados em três estados: Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. Todos os produtos foram recolhidos e destruídos como medida de precaução.
Impacto econômico
A confirmação do foco levou países como China, União Europeia, México, Argentina e Japão a suspenderem temporariamente as importações de carne de frango e ovos provenientes do Rio Grande do Sul. O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, enfrenta agora o desafio de manter a confiança dos mercados internacionais.
Riscos à saúde humana
Especialistas ressaltam que o vírus H5N1 é altamente letal para aves, mas raramente infecta humanos. Não há evidências de transmissão por meio do consumo de carne ou ovos devidamente cozidos. A população é orientada a manter práticas adequadas de higiene e a evitar o contato com aves doentes ou mortas.
Próximos passos
As autoridades continuam monitorando a situação e realizando ações de vigilância ativa nas áreas afetadas. Caso não sejam identificados novos focos nos próximos dias, o estado poderá solicitar à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o encerramento do episódio, visando a retomada das exportações e a normalização do setor avícola.











