Na sexta-feira, 15 de fevereiro, Dieison Correa Zandavalli foi condenado a 36 anos e seis meses de prisão por estuprar e matar Daiane Griá Sales, uma menina caingangue de Redentora, no Noroeste do Rio Grande do Sul. O crime ocorreu na madrugada de 1º de agosto de 2021, em uma área de lavoura, e Zandavalli foi condenado por homicídio qualificado por feminicídio, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, e estupro de vulnerável.
A sentença foi dada após dois dias de julgamento no Foro da Comarca de Coronel Bicaco. A juíza Ezequiela Basso Bernardi Possani determinou a prisão em regime fechado do réu, que já estava detido no Presídio Estadual de Três Passos. Durante o julgamento, mais de 20 horas de debates ocorreram entre acusação e defesa, com a presença de familiares da vítima, do réu e de representantes da comunidade indígena local.
A promotoria apresentou evidências, como um exame que revelou sinais de saliva do réu na vítima, além de manchas e lesões que indicavam que Daiane tentou se defender. A defesa de Zandavalli contestou as provas, afirmando que as evidências eram inconsistentes. No entanto, a promotoria reforçou que a versão da defesa não se sustentava.
De acordo com a denúncia, Zandavalli encontrou Daiane em uma festa, ofereceu-lhe uma carona e a levou para um local isolado, onde cometeu o estupro. O crime culminou com a morte da vítima por estrangulamento, e seu corpo foi encontrado três dias depois em um matagal.
A condenação foi marcada por elementos de etnofobia e discriminação contra a vítima por ser mulher e indígena, evidenciando um desprezo pela população caingangue.











