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quinta-feira, julho 16, 2026
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Homem que torturou e forçou funcionário a pular de penhasco é condenado a 42 anos de prisão no RS

Em uma das sentenças mais severas da história recente do Rio Grande do Sul, Ari Glock Júnior foi condenado a 42 anos e 10 meses de prisão por uma série de crimes brutais cometidos contra um funcionário em Farroupilha, na Serra Gaúcha. O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (26), no Fórum da cidade, e se estendeu até a madrugada.

O réu, que já se encontrava preso preventivamente, retornou ao Presídio Estadual de Bento Gonçalves, onde cumprirá pena em regime fechado. A condenação inclui os crimes de tortura, sequestro, roubo, estupro e tentativa de homicídio triplamente qualificada.


📍 Entenda o caso

Os crimes aconteceram em agosto de 2021, no interior do município. Segundo a denúncia, Ari, dono de um haras na Linha Boêmios, suspeitava que um funcionário havia furtado dinheiro da propriedade. Ele e um comparsa sequestraram e submeteram a vítima a uma sequência de atos violentos e degradantes.

Entre as atrocidades cometidas, a vítima foi:

  • Atingida com choques elétricos e coronhadas;

  • Teve um dedo baleado e dentes arrancados;

  • Foi abandonada inconsciente em via pública;

  • Após alta hospitalar, foi novamente raptada;

  • Submetida a queimaduras com cigarro, cortes com agulhas aquecidas e mutilações;

  • Teve os cabelos cortados com máquina de tosquia animal;

  • Foi levada até uma pedreira e forçada a se atirar de um penhasco — sobreviveu mesmo gravemente ferido;

  • Teve sua residência invadida, com roubo de pertences pessoais.


⚖️ Julgamento e repercussão

A acusação foi conduzida pelo promotor Ronaldo Lara Rezende, representando o Ministério Público do RS. A defesa foi feita pelo advogado Jader Marques, e a sentença foi proferida pelo juiz Enzo Carlo di Gesu.

A condenação foi baseada na gravidade dos atos e na reincidência de violência e brutalidade contra a vítima, que teve a integridade física e mental devastadas. A decisão foi amplamente repercutida na região e considerada um marco na punição de crimes de tortura e tentativa de assassinato com requintes de crueldade.

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