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quarta-feira, julho 15, 2026
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IDEOLOGIA SIM, REALIDADE NÃO: A BANALIZAÇÃO DO TERMO “NAZISTA” E A GUERRA DE ÓDIO EM UM BRASIL QUE ESTÁ NO FUNDO DO POÇO

Esta semana, tivemos uma polêmica devido a um gesto de Elon Musk durante a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: em seu discurso animado, ele tocou a parte esquerda do peito, sobre o coração, e estendeu o braço para cima. Muitas pessoas entenderam isso – e parecia conveniente para elas – como um gesto em referência à saudação nazista na II Guerra Mundial, em que todos prestavam veneração ao Fûhrer, o líder supremo e ditador Adolf Hitler. Logo surgiram imagens de diversos políticos, como Kamala Harris, adversária de Trump e vice de Biden na corrida presidencial de 2025, George Bush, Obama, Macron, Hillary Clinton e até artistas identificados com a Esquerda fazendo o mesmo gesto.

Tal movimento obviamente será interpretado de acordo com a consciência ou ideologia de cada um. Porém, vendo o vídeo, achei clara a mensagem de “meu coração vai para vocês”. E absurda a possibilidade de um descendente de judeus como Musk, e abertamente pró-Israel como Trump, ser associado ao nazismo. Acusado por muitos que apoiam terroristas antissemitas – e desde quando, para começar, terroristas devem ser chancelados?

Sobre nosso atual governo, ironicamente: Lula é oficialmente persona non grata na Israel de Netanyahu, aliado de ditaduras antissemitas como Hamas e Irã, repletas de terroristas de alto escalão e muita experiência, na antiga guerra dos muçulmanos contra os judeus; e a Polícia Federal brasileira quis sequestrar um soldado israelense que tirava férias no Brasil em 2025, provocando a ira e ameaças do Mossad. O serviço de inteligência de Israel, calcula-se, evitou cerca de 50 ataques terroristas islâmicos no mundo em 2024 e 2025, inclusive no Brasil.

Bem, mas o que me assustou mesmo foi a onda de antissemitismo puro e simples – a meu ver – que erodiu dessa situação Musk no Brasil. É coisa desconexa: o próprio Lula chamou Trump de nazista e fascista, como outros esquerdistas, enquanto eles próprios se aliam a várias ditaduras, inclusive historicamente antissemitas. Sabemos que a base do nazismo é o antissemitismo, e que toda ditadura é um tipo de ouroboros, a serpente que morde sua própria cauda: nenhuma é boa, e quem se associa a elas e as financia, caso do PT e de Lula, como teria qualquer moral para se dizer democrático, anti-nazista e anti-fascista, anti-ditaduras afinal?

É caso de raciocínio e de retórica. Nem cabe aqui partidarismo, um tipo de anti-lulopetismo que distorce os fatos. Quem protege ditaduras e se alia a elas, incluindo o golpe sangrento de Maduro na Venezuela, como pode se sentir com moral para chamar outros de simpatizantes de regimes ditatoriais?

O BRASIL SE ESQUECEU DOS HORRORES DO NAZISMO: A BANALIZAÇÃO DA PALAVRA “NAZISTA”

Sempre faço questão de lembrar, embora possam discordar, que não tenho político ou partido de estimação. Apenas observo as coisas de perto. Pondero. Isso me livra de um possível fanatismo cegante, que tenho visto muito por aí. Para uma horda de esquerdistas extremistas, quem é de Direita simplesmente é nazista, fascista, antidemocrático.

Ora, logo quem fez presos políticos, típicos de uma ditadura, no dia 8 de janeiro, cujas imagens foram maciçamente omitidas – “apagadas por engano” – e sem acesso devido a advogados e julgamento imparcial. Isso quando houve julgamento, e tardio. Julgamento efetuado pelos maiores inimigos dos presos bolsonaristas, aliados e indicados do PT no Supremo, ferindo o princípio jurídico pétreo de imparcialidade e impessoalidade. Todo o processo está errado, muita gente inocente foi presa, com penas de quase 20 anos, e até um batom em uma estátua foi citado como “arma inflamável”. Depredação, e sem armas militares, jamais foi golpe, conceitualmente, e nunca será. O verdadeiro golpe começa aí.

ANTISSEMITISMO RENASCE: EXTERMÍNIO DOS MUÇULMANOS SIM, EXTERMÍNIO DOS JUDEUS NÃO

Boa parte dos brasileiros têm demonstrado algo como um tip de antissemitismo. Simpatizam com grupos terroristas islâmicos extremistas como Hamas e no Irã, aliados do nosso governo que afirma zelar pela democracia, mas, como mencionei, estranhamente se alia a várias ditaduras e as financia – algumas delas lhe devem bilhões de dólares, incluindo a Venezuela do golpista Maduro.

Extremistas anti-Direita ou extremistas lulopetistas, no povo e no governo, muitas vezes justificam suas falas com um ódio aberto aos judeus. Eu mesma vi, e não foi pouco: “Nunca prestaram”, “não fazem nada certo”, “é um orgulho para Lula ser persona non grata em Israel”. Se não diretos, utilizam a hostilidade para com o sionismo, chegando a compará-lo com uma ditadura. Este que é apenas um movimento nacionalista que busca, ainda que radicalmente, a valorização deste povo com tamanha dívida histórica e tantos inimigos – os judeus.

A caça aos judeus e os preconceitos direcionados a eles não começou na II Guerra Mundial. Foi muito, muito antes, desde os tempos do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, e como narram o célebre historiador Flávio Josefo em “A história dos hebreus”, e o Alcorão. Na bíblia dos muçulmanos, a qual eu li, Maomé é explícito ao mostrar seu desprezo e ódio pelos judeus: ordena exterminá-los, eles, os mais intoleráveis; depois, cristãos e não-convertidos ao Islã, única religião aceitável. É a tal Jihad, a Guerra Santa que ele começou, portanto, é objetivo vital do Hamas e qualquer outro grupo extremista islâmico não conseguir um território para os palestinos, ainda que haja essa questão, mas acabar com os infiéis, dos quais se destacam os judeus. Muçulmanos, como já vi em depoimentos de pessoas que deixaram essa religião, que cresce no planeta, são ensinados a chamar os judeus de “porcos” e a tratá-los sem nenhuma piedade.

ISRAEL, A “MALDITA” ISRAEL DE MUITOS

Há quem ache absurdo Israel estar se defendendo da invasão do Hamas, que reiniciou a antiquíssima guerra religiosa e racial ao matar 1.200 judeus em Israel. Além disso, as constantes ameaças terroristas antissemitas combatidas pelos israelenses seriam “genocídio muçulmano”. Nenhuma guerra é justa, mas quem “resolveria tudo em uma mesa de bar tomando uma cervejinha”, como disse Lula sobre os problemas do Brasil? A questão judeus contra muçulmanos e vice-versa é muito mais complexa e sangrenta. Bem, falando no nosso país, os índices atingem patamares desoladores e inéditos, em todas as áreas. Não há propaganda que desminta: basta ver os rankings oficiais na Economia, Saúde, Educação, Ecologia etc. Deveríamos nos preocupar mais com isso, não é mesmo?

O SOLDADO SEQUESTRADO DEMONSTROU HOSTILIDADE DO BRASIL PARA COM OS JUDEUS

Israel, em resposta à tentativa de sequestro do soldado israelense no Brasil, que foi resgatado pelo Mossad, publicou que “o Brasil é um país que protege terroristas, e que tentou atacar um soldado judeu honrado, sobrevivente de uma chacina”. Sejamos coerentes em nossos discursos. A dívida histórica dos negros é grande? É. Como a dos índios, pouco lembrada. E a dívida de todos os imigrantes pobres que aqui chegaram, e foram enganados pelo governo, recebendo apenas uma enxada na mão e nenhum recurso. Ah, eram brancos. Nem todos eram, mas e se fossem? Não está na Constituição Federal do Brasil que toda raça e cor são iguais perante a Lei? Então, pouco importa se formos racistas contra negros, brancos de diferentes descendências ou judeus, ou mesmo islâmicos: nem todos estes são extremistas e terroristas, mas muitos o são.

Estou lendo, há alguns dias, antes dessa balbúrdia toda de Musk e Trump, um livro de um médico judeu-holandês que sobreviveu a Auschwitz. Os horrores que ele passou e viu me tiram o sono. Os prisioneiros, em especial os judeus, eram tratados como “coisas”, eles que representavam a “ralé” dentre os vários prisioneiros não-judeus, como eslavos, ciganos, gregos e muçulmanos. Se ousassem emagrecer demais com a sopa de carne podre, pedaços de nabo e batata no fundo, esta apenas para os supervisores, e adoecer, e não poder trabalhar, eram chutados para um caminhão que os levaria para Birkenau onde a câmara de gás lhes aguardava.

Antes das câmaras, conta a obra, era pior: os métodos de eliminação eram mais sofridos. Crianças, mulheres, idosos, ninguém escapava. E nem precisava de muito motivo para receber uma sentença de assassinato: uma palavra, um flagra, não conseguir trabalhar 12h por dia como animais, à base de sopa e um pequeno punhado de pão. Em média, os trabalhadores forçados duravam poucas semanas vivos, os mais fortes, meses. Os “sortudos” conseguiam tarefas mais leves e eram “poupados”. Seja como for, poucos judeus sobreviveram ao nazismo, e a muito custo, em geral ajuda de alguém, em troca de favores ou por mera bondade, inclusive de alemães piedosos que eram poucos, iludidos que estavam pelo nacionalismo do Partido dos Trabalhadores que Hitler fundou na Alemanha e se desdobrou no III Reich.

Enfim, Israel não merece que esqueçamos sua dívida histórica. O termo “nazismo”, e a acusação de alguém ser nazista ou fascista, não pode ser banalizado como vem sendo. Ofensa política, rótulo desvairado, discurso de ódio. Não existe ódio do bem. “Tudo o que eu não gosto é Hitler”, circula nas redes o meme em relação à Extrema Esquerda. Chega de acusações rasas e desonestas, chega de mitos históricos, chega de superficialidade e, principalmente, chega de maldade. Você pode pensar o que quiser, mas qualquer ato de discriminação a raça, cor ou religião, ou incitação a tal, é crime previsto na Lei brasileira que rende prisão.

Racismo é qualquer crime contra raça/descendência, embora seja utilizado como sinônimo de ofensas a afrodescendentes.

UMA TRISTEZA: O BRASIL EM 2025

O Brasil está rachado, as pessoas parecem mais insensíveis, menos empáticas, mais ferozes. É que o Brasil é um país cujo povo é explorado e oprimido, e no entanto, muitos ainda protegem e até veneram seus opressores, direcionando ódio a seus “adversários políticos”, em uma síndrome de Estocolmo em Brasília. Chega de desonestidade intelectual, de acusações infundadas, de se aproveitar de fatos para fazer politicagem. Chega de burrice, estupidez e hipocrisia pura e simples para muitos.

Caso não tenham percebido, temos coisas bem piores acontecendo no nosso país, além da cortina-de-fumaça da discussão se Musk e Trump são nazistas, se toda pessoa que não é lulopetista ou de Esquerda é nazi-fascista. O Brasil está afundando econômica, social, moral e democraticamente, e discussões comezinhas e mesquinhas são a ferramenta perfeita para os que estão se refestelando nos luxos da maior e mais cara máquina política do mundo. Cai quem quer – enquanto isso, nos bastidores, o governo age. É uma notícia em desfavor do povo atrás da outra.

Fiz uma pergunta esta semana: “Você consegue me dizer algo que este governo fez de bom para o povo brasileiro?”. Ninguém soube responder, embora tentassem enrolar e até citar o bolsonarismo. Isso sim é preocupante. Nosso país. Nosso governo. A alienação de boa parte da população. O governo resolveu multiplicar os investimentos em publicidade e marketing para evitar que você perceba o desespero que estamos vivendo no Brasil. Talvez algo próximo do que na Venezuela, aliada – para vergonha nossa, e vergonha mundial – do Brasil. Eu mesma vi o site do Al-Jazeera, sim, eles que dão voz a extremistas islâmicos, criticando a democracia no Brasil, “guiada” por um Supremo repleto de incongruências, para dizer o mínimo. Ao Congresso Nacional, bastam as bilionárias emendas de suborno. São inúteis os que o povo elegeu.

O Brasil nos envergonha, as injustiças sociais nos envergonham, a corrupção endêmica nos envergonha, a autocracia e perseguição política do Supremo nos envergonha perante o mundo. Não o gesto de Musk, para quem não tem um olhar politizado anti-Direita.

O Brasil sempre teve memória curta, por isso continua protegendo seus algozes e votando neles, com a influência desses dinossauros do poder. Estes e seus asseclas agridem, julgam, tiram sarro, muitas vezes sem qualquer fundamento, enquanto o “Titanic” verde e amarelo desce às profundezas do mar político, democrático, moral, econômico, humano. Mas “ainda estamos aqui”.

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