O Rio Grande do Sul enfrenta um novo recorde de inadimplência: 42,2% dos consumidores estão com contas em atraso. O número representa mais de 3,7 milhões de pessoas em situação de inadimplência no estado, segundo dados recentes de instituições de proteção ao crédito.
O valor total das dívidas acumuladas pelos gaúchos chega a R$ 23,9 bilhões, refletindo os impactos da inflação, desemprego e, especialmente, das catástrofes climáticas recentes, que afetaram diretamente a renda de milhares de famílias.
O perfil da dívida é variado, mas cartões de crédito, empréstimos pessoais e contas básicas, como água, luz e telefonia, estão entre os principais fatores que levaram os consumidores ao endividamento. Economistas apontam que a situação financeira de muitas famílias se agravou após a perda de bens, moradias e empregos durante as enchentes que atingiram o estado nos últimos meses.
A inadimplência elevada também impacta negativamente o comércio e o setor de serviços, que registram queda no consumo e maior cautela na concessão de crédito. Diante do cenário, entidades como a Fecomércio-RS e o Procon reforçam a importância de medidas de renegociação de dívidas e educação financeira.
Alguns bancos e instituições já iniciaram campanhas de negociação com condições especiais para os atingidos pelas chuvas, com parcelamentos e descontos em juros. O governo estadual e prefeituras também estudam ações emergenciais para apoiar os consumidores mais vulneráveis.
A expectativa é de que, com apoio financeiro e a retomada gradual da atividade econômica, a taxa de inadimplência possa começar a cair nos próximos meses.











