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terça-feira, julho 14, 2026
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Inflação sobe para maioria das faixas de renda em outubro, mas alivia famílias de alta renda

Dados do Ipea mostram que a inflação para os mais pobres teve alta de 0,75%, enquanto as famílias de renda alta registraram leve queda, com destaque para os preços de alimentos e energia.

A inflação subiu em outubro para quase todas as faixas de renda, exceto para as famílias de renda alta, de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta terça-feira (12), por meio do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda. O levantamento mostrou que a inflação para domicílios de renda muito baixa aumentou de 0,58% em setembro para 0,75% em outubro. Em contraste, as famílias de renda alta registraram uma leve queda, com a taxa passando de 0,33% para 0,27% no mesmo período.

Disparidades no Acumulado de 2023
No acumulado de 2023, a inflação foi mais acentuada para as famílias de renda mais baixa, com um aumento de 4,17%. Já a faixa de renda alta apresentou o menor crescimento, de 3,20%. Nos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,44% para as famílias de renda alta, a menor entre todas as faixas, enquanto as famílias de renda muito baixa enfrentaram uma inflação de 4,99%.

De acordo com o Ipea, “embora os grupos de alimentos e bebidas e habitação tenham contribuído para a desaceleração da inflação em todas as faixas de renda, o impacto desses itens foi maior para as famílias de renda mais baixa, devido ao maior percentual de gastos com esses bens e serviços no orçamento familiar.”

Pressão nos Preços de Alimentos e Energia
Embora tenha ocorrido deflação em alguns itens alimentícios, como tubérculos (-2,5%), hortaliças (-1,4%) e frutas (-1,1%), os preços de outros produtos essenciais elevaram a inflação. As carnes, por exemplo, tiveram um aumento de 5,8%, o frango subiu 1%, o leite teve alta de 2% e houve reajustes expressivos no óleo de soja (5,1%) e no café (4%).

Além disso, a tarifa de energia elétrica subiu 4,7%, devido à adoção da bandeira vermelha patamar 2, o que impactou o custo do grupo habitação. Por outro lado, o setor de transportes registrou queda: as tarifas de ônibus urbano caíram 3,5%, os trens tiveram uma redução de 4,8% e o metrô diminuiu 4,6%. Os combustíveis também apresentaram deflação de 0,17%, o que ajudou a aliviar a pressão inflacionária em todas as faixas de renda.

Alívio para Famílias de Renda Alta
A inflação para as famílias de maior poder aquisitivo foi ainda mais moderada, impulsionada pela queda de 11,5% nas passagens aéreas e de 1,5% nos serviços de transporte por aplicativo. Esses recuos ajudaram a compensar, em parte, a alta de 1,4% nos serviços de recreação e lazer, resultando em um impacto inflacionário menor para essa faixa de renda.

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