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quarta-feira, julho 15, 2026
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Maior apagão do ano atinge Cuba e deixa metade do país sem energia

Crise energética se agrava com usinas obsoletas e escassez de combustível

Cuba enfrenta, neste domingo (2), o maior apagão de 2024, afetando cerca de 53% do território nacional. Segundo a União Elétrica de Cuba (UNE), a falha ocorreu na usina termelétrica Antonio Guiteras, uma das principais do país, ampliando o déficit energético no horário de maior consumo.

Atualmente, as três maiores usinas da ilha estão inoperantes devido a avarias ou manutenção, agravando a crise. Nos últimos dias, algumas regiões tiveram apenas quatro horas diárias de fornecimento elétrico, enquanto outras enfrentaram cortes de até dez horas ou mais.

Infraestrutura ultrapassada e escassez de combustível

O colapso no fornecimento de energia reflete a falta de investimentos em usinas antigas, que operam há décadas sem manutenção adequada. Além disso, a escassez de combustível agrava a situação, já que o país enfrenta dificuldades para importar insumos energéticos.

Especialistas estimam que a modernização da infraestrutura elétrica cubana exigiria um investimento de até US$ 10 bilhões, um valor fora do alcance do governo e que demandaria anos para ser implementado.

Êxodo de cubanos cresce com crise econômica

A crise energética aprofunda a instabilidade econômica da ilha, já marcada por escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis, além da inflação descontrolada. Como consequência, milhares de cubanos buscam deixar o país—em 2023, mais de 300 mil emigraram.

Apagões frequentes demonstram a fragilidade do sistema elétrico:

  • Dezembro de 2023 – Blecaute generalizado devido a falha na usina de Antonio Guiteras.
  • Novembro de 2023 – Apagão causado pela passagem do furacão Rafael.
  • Outubro de 2023 – Pane elétrica deixou toda a ilha no escuro por quatro dias.

Atualmente, Cuba depende de oito usinas termelétricas obsoletas, geradores auxiliares e usinas flutuantes alugadas da Turquia, que operam com combustível importado—um recurso cada vez mais escasso.

A crise energética expõe a incapacidade do governo de modernizar sua infraestrutura e garantir serviços básicos à população, intensificando o descontentamento interno e o êxodo de cubanos em busca de melhores condições de vida.

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