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sexta-feira, julho 17, 2026
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Manobras fiscais e risco econômico: TCU faz alerta contundente sobre gestão Lula

Tribunal aponta uso irregular de fundos e desvio do Orçamento; equipe econômica deve se posicionar em audiência nesta quarta-feira (23)

Um relatório preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU) acendeu um sinal de alerta sobre os rumos da política econômica do governo Lula (PT). A auditoria, iniciada em dezembro de 2024 por ordem do presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo Filho, identificou práticas que driblam o Orçamento Geral da União, desrespeitam normas fiscais e podem comprometer a estabilidade macroeconômica do país.

O documento, que será apresentado nesta quarta-feira (23) em audiência pública, está sob relatoria do ministro Bruno Dantas e deve contar com representantes do Ministério da Fazenda, que acompanham com preocupação as críticas da Corte.

Principais irregularidades apontadas:

  • Uso de fundos privados e entidades para financiar políticas públicas fora do Orçamento, dificultando o controle legislativo;

  • Concessão de crédito público sem respaldo orçamentário;

  • Falta de recolhimento de receitas à Conta Única do Tesouro Nacional, reduzindo a transparência dos gastos.

Segundo o relatório, essas ações violam os princípios constitucionais da legalidade, transparência e responsabilidade fiscal, além de abrir margem para perda de credibilidade do governo e instabilidade nos mercados.

Riscos destacados:

  • Pressão sobre juros e câmbio;

  • Aumento da inflação;

  • Fuga de capitais;

  • Comprometimento da política monetária do Banco Central.

Embora algumas medidas tenham respaldo legal via leis aprovadas pelo Congresso, os técnicos do TCU alertam que a legalidade formal não neutraliza os efeitos econômicos adversos.

Reações e próximos passos

Nos bastidores, cresce a expectativa sobre a resposta do Executivo. Até o momento, nenhuma nota oficial foi divulgada pelo governo Lula. Há também apreensão no Congresso, onde oposicionistas já falam em “pedaladas fiscais modernas”, em alusão às práticas que embasaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016.

A depender da repercussão da audiência no TCU, o tema pode impulsionar novos embates políticos e ampliar a pressão sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tenta manter o discurso de responsabilidade fiscal diante de um cenário cada vez mais desafiador.

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