O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu um alvará de soltura a Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como ‘Marcola’, que é apontado como líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa decisão ocorre após a revogação da prisão preventiva de Marcola no processo em que ele era acusado de ser o mandante de ataques contra policiais militares em 2006. No entanto, é importante destacar que Marcola continuará preso na Penitenciária Federal de Brasília, onde cumpre uma pena de 338 anos por outros crimes.
De acordo com os autos do processo, Marcola havia sido preso preventivamente em setembro de 2006, sob acusações de envolvimento no assassinato do soldado Nelson Pinto e na tentativa de homicídio de Marcelo Henrique dos Santos Moraes, também policial militar. A decisão do desembargador Laerte Marrone, que determinou a soltura, se baseou no reconhecimento de um “excesso de prazo” no julgamento do caso.
Os ataques atribuídos ao PCC em 2006 ficaram conhecidos como os “Crimes de Maio” e resultaram em uma série de mortes e ferimentos, incluindo policiais e civis. O motivo dos ataques teria sido uma represália à decisão da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo de transferir centenas de presos, incluindo Marcola, para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Essa medida foi tomada após escutas telefônicas revelarem que detentos planejavam rebeliões no Dia das Mães.
É importante observar que, na época, houve alegações de que o governo de São Paulo teria feito um acordo com o PCC para encerrar os conflitos, embora o governo tenha negado essa existência de tratativas.
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