No domingo, 16 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, conduziu um culto evangélico na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde fez uma pregação sobre “perseguições e injustiças”. Durante o culto, Mendonça questionou a razão pela qual Deus permite que injustiças e perseguições ocorram, assim como a prosperidade dos ímpios, ao mesmo tempo que apontou para a dificuldade humana em compreender os tempos de Deus.
Em seu discurso, o ministro abordou a aparente discrepância entre o sofrimento humano e a intervenção divina, dizendo: “Por que Deus, diante de tanta injustiça, diante de tantas situações de perseguições, não intervém e faz cessar a injustiça e faz cessar as perseguições?”. Ele também refletiu sobre as questões existenciais que muitos enfrentam, ponderando: “Por que Deus permite que os ímpios prosperem, se beneficiem, vivam felizes, se realizem?”
Mendonça respondeu à sua própria pergunta, explicando que o “tempo de Deus” não se alinha com a realidade humana e que, mesmo sem compreender completamente o motivo da tolerância divina frente à injustiça, as pessoas devem manter a prática da justiça e a fé. “Deus está vendo todas as situações. Ele quer que você não pratique a injustiça e quer que você seja justo”, afirmou o ministro.
A pregação também incluiu uma resposta às críticas que Mendonça tem recebido por não se posicionar de forma mais incisiva em relação a decisões no STF. Sem citar casos específicos, ele falou sobre a cobrança por ações mais rápidas e impetuosas, dizendo que opta por agir com sabedoria. “Releia Salmo 1. Busque ali a sabedoria. O texto diz que o homem que a pratica é prudente e sábio. O homem que não a pratica é insensato e louco. Tem gente que quer que a gente aja com loucura. Muitas vezes eu sou cobrado dessa forma. ‘Tem de agir de forma, na minha palavra, intempestiva’, como agem os outros. Eu, não”, declarou.
Esse momento reflete a postura de Mendonça frente às pressões políticas e judiciais e sua ênfase em agir com prudência e alinhado à fé.











