Um morador do bairro de Fátima, em Cruz Alta (RS), procurou a Polícia Civil nesta semana após receber ligações e mensagens ameaçadoras de criminosos que se identificaram como integrantes de uma facção criminosa.
Segundo o relato, o golpista afirmou que a região era “dominada” pelo grupo e que o morador estaria em dívida por não pagar um suposto “pedágio” para manter seu estabelecimento em funcionamento.
Extorsão por PIX
O criminoso demonstrou conhecer informações pessoais e o endereço da vítima, exigindo um depósito de R$ 3 mil. Temendo represálias, o morador acabou transferindo R$ 1 mil via PIX para uma chave informada pelo golpista.
Mesmo após o pagamento, as exigências continuaram. Outro número de telefone, alegando pertencer a outro integrante da facção, passou a enviar novas ameaças e cobrar mais valores.
Reação da vítima
Diante da insistência e do teor intimidador das mensagens, o morador bloqueou os contatos e registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Cruz Alta. O caso foi encaminhado para investigação.
Golpe comum
Segundo especialistas em segurança pública, esse tipo de crime é conhecido como “golpe do falso membro de facção” e costuma envolver ameaças virtuais para extorquir dinheiro. Os criminosos geralmente se aproveitam de informações obtidas em redes sociais ou bancos de dados vazados.
A orientação da polícia é não efetuar pagamentos, bloquear os contatos e registrar ocorrência imediatamente. Também é recomendado limitar a exposição de informações pessoais na internet e ativar autenticações de segurança em contas e aplicativos.











