O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a necessidade de decretação da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. A PGR tem um prazo de cinco dias para apresentar seu parecer.
A solicitação ocorre no âmbito da ação penal em que Bolsonaro e outras sete pessoas são réus por suposta tentativa de golpe de Estado. A denúncia foi formalizada em 26 de março e aceita pela Primeira Turma do STF, que viu indícios suficientes para a abertura do processo criminal. O ex-presidente é acusado de integrar uma organização criminosa que teria tentado reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022.
No despacho enviado à PGR, Moraes destacou que Bolsonaro teria convocado seus apoiadores para manifestações em favor da anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O ministro também apontou a necessidade de apurar possíveis crimes como obstrução de Justiça e incitação a atos antidemocráticos.
Além da análise sobre a prisão preventiva, o ministro sugeriu a imposição de restrições para futuras convocações públicas feitas por Bolsonaro. A medida visa evitar que o ex-presidente influencie mobilizações que possam afetar a ordem pública.
Com o avanço do processo penal, a próxima etapa será a fase de instrução, na qual serão colhidos depoimentos e outras provas que poderão embasar a decisão final da Primeira Turma do STF. Caso condenado, Bolsonaro poderá enfrentar penas severas, dependendo do entendimento do tribunal sobre a gravidade das acusações.











